Na Fiesp, Arthur destaca plano da prefeitura para driblar a crise econômica e manter investimentos

By -

fiesp

O prefeito Arthur Virgílio Neto esteve em São Paulo para participar da reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), como palestrante de segunda-feira, 15. No encontro, ele fez uma explanação no circuito de debates ‘Repensando o Brasil’, com o tema ‘Amazônia, Polo Industrial de Manaus e crise econômica brasileira’. Além de analisar o momento industrial difícil do Estado, mostrou como a Prefeitura de Manaus vem driblando a crise e mantendo investimentos programados.

De acordo com o prefeito, debates como o realizado em São Paulo são de fundamental importância para que os membros do Consea – políticos, diplomatas, estudiosos e professores – saibam qual é a realidade de cidades que sofrem com poucos recursos. Ele lembrou que para cada R$ 23 por habitante na cidade de São Paulo, Manaus recebeu apenas R$ 0,75 por habitante.

“Apresentei a eles uma amostragem do trabalho em Manaus e como temos feito para enxugar a máquina. Em momento de contenção de despesas, reduzimos de 35 para 21 pastas administrativas e agora estamos buscando outros meios, como economia nas próprias secretarias”, explicou o prefeito.

Entre os avanços explanados aos conselheiros em duas horas e meia, Arthur Neto também mostrou obras como o Mercado Adolpho Lisboa, a segunda etapa do Complexo Turístico Ponta Negra, a utilização de concreto asfáltico nas ruas da cidade, as unidades móveis de castração de animais e a transferência dos camelôs do Centro para as galerias populares.

“Mostramos que mesmo com a crise, construímos 25 Unidades Básicas de Saúde em 29 meses de governo. E que já temos 12 creches, enquanto que em toda a história, Manaus possuía apenas uma creche. Tudo isso foi conseguido com planejamento”, completou.

Para Jorge Bornhausen, ex-governador e ex-senador por Santa Catarina e ministro da Educação entre 1986 e 1987, o prefeito analisou de forma brilhante, além da crise econômica, as crises de ética e moral do governo brasileiro. “O desajuste é geral, mas, mesmo assim, conseguiu ‘vender’ bem o seu Estado, de fundamental importância para o Brasil”, avaliou.
O Consea é um dos Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp, que são coordenados pelo Instituto Roberto Simonsen (IRS), um centro de estudos avançados mantido pela indústria e voltado para a análise dos grandes temas nacionais. O objetivo do Consea é estudar, pesquisar e discutir as questões fundamentais relacionadas com o desenvolvimento sustentável de forma abrangente e interdisciplinar.

Polo Industrial

Durante a palestra, o prefeito lamentou o descaso do Governo Federal com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que vive com superintendente interino, ocasionando perda de novos investimentos, além de insatisfação de servidores, atualmente em greve. Ele ainda apontou o duro golpe sofrido pela região com o fechamento do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

“Essa era a vertente do futuro, desenvolvendo projetos que poderiam representar novas matrizes econômicas para a região como as bioindústrias, biofarma, biocosméticos”, assinalou.

O médico Raul Cutait disse que o fechamento do Centro causa bastante estranheza. “É surpreendente ver que, no Centro da Amazônia, a biodiversidade acabou sendo esquecida pelo governo”, criticou. “Isso é uma tragédia nacional”, completou o diplomata Adhemar Bahadian.

Ainda participaram do debate o ex-senador Almino Afonso, o presidente do Conselho Diretor do Ciee, Ruy Martins Altenfelder Silva, a jurista Ivette Senise Ferreira e demais conselheiros.

Mario Dantas