Mutirão vai ajudar moradores a resolver impasse sobre contas de água

By -

Uma força-tarefa em forma de mutirão foi a solução encontrada pela Comissão de Água e Saneamento da Câmara Municipal de Manaus (Comasa/CMM), para tentar resolver os problemas registrados nos últimos meses no Conjunto Cidadão 10, bairro Tarumã, zona Oeste, relacionados ao abastecimento de água. A proposta foi acatada pela Manaus Ambiental e aprovada de forma unânime pelos moradores que compareceram em grande número à Audiência Pública, realizada nesta sexta-feira (24), no auditório a Escola de Tempo Integral Garcitylzo Lago Silva e Silva.

Durante quase três horas, os comunitários cobraram explicações da Manaus Ambiental sobre problemas no abastecimento e o aparecimento de valores abusivos nas tarifas de água, que variam de R$ 150 a R$ 5,9 mil. Alguns chegaram a apresentar talões para comprovar os valores cobrados.

Eles alegam que a concessionária não cumpriu o acordo que teria firmado com a comunidade, para que o pagamento seja efetuado em cima da taxa mensal, que hoje é de R$ 32. Na avaliação das famílias, o que é cobrado nas contas, não condiz com o serviço prestado, principalmente devido às constantes interrupções registradas no abastecimento.

Presidida pelo titular da Comasa, vereador David Reis (PV), a Audiência Pública também teve a presença de representantes do Procon Manaus, Procon/AM, Central Única das Comunidades (CUC), pastoral da Igreja Católica e a comunidade em geral.

“Hoje, a comissão deu o pontapé inicial dos seus trabalhos de forma positiva. O representante da Manaus Ambiental assumiu aqui o compromisso de fazer as correções, com a garantia de que não haverá cortes no fornecimento da água”, disse David Reis, que esteve acompanhado de outros dois membros da Comasa: Reizo Castelo Branco (vice-presidente) e Glória Carrate.

Guido Fontgalland Júnior confirmou a participação da Manaus Ambiental no mutirão e disse que a empresa não tem medido esforços para resolver a situação no Cidadão 10. Os valores cobrados nas tarifas, segundo ele, são bem inferiores do que é apresentado no mercado.

“Grande parte dessas pessoas já está enquadrada em descontos de 50% a 60%, de um consumo até 15 mil litros. Acima disso, foram cobrados. Estamos há três meses orientando, e grande parte está enquadra a isso, pagando seus R$ 32”, justificou.

A presidente da CUC, Suzy Souza, rebateu a explicação e também solicitou que se resolvam problemas de buraco, provocados pelos serviços não finalizados nas ruas. Ela disse ainda que irá acompanhar todo o processo do mutirão que será posto em prática nos próximos dias.

A Audiência Pública organizada pela Comasa foi a primeira, de uma série prevista para este ano. A próxima está programada para abril, nas próprias instalações da CMM.

Fórum permanente

Criada em dezembro de 2015, mas implementada em 2017, por ocasião da 17ª Legislatura, a Comasa tem como uma das competências, transformar a CMM em fórum permanente de discussões sobre o abastecimento de água e coleta de esgoto, além de fiscalizar o Contrato de Concessão Pública do Serviço referente ao assunto, que é firmado com a concessionária Manaus Ambiental desde maio de 2012.

Também compete à comissão apurar denúncias relacionadas à questão do abastecimento de água, da rede de esgotos e de saneamento básico e encaminhá-las aos órgãos competentes para as devidas providências; elaborar, discutir e propor políticas públicas relacionadas ao tema; colaborar com as ações da agência reguladora de serviços públicos municipais, por disposição legal, como poder concedente ou permissionária; fiscalizar diretamente as concessionárias de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Roberto Brasil