Municípios em alerta

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voo_rasante2As cheias dos rios começaram a castigar municípios do interior e a prejudicar principalmente os moradores e os produtores rurais. Os rios Purus, Juruá e Madeira já invadiram as cidades e mais de 1,6 mil famílias já foram atingidas ou estão desabrigadas. Conforme dados da Defesa Civil do Amazonas, os municípios que estão em estado de alerta são: Apuí, Borba, Manicoré, Novo Aripuanã, Canutama, Lábrea e Carauari. Além de Boca do Acre e Humaitá, já foram afetados pelas inundações os municípios de Pauini, na calha do rio Purus e Madeira, e Envira, Guajará e Ipixuna, na calha do rio Juruá.Em Boca do Acre, mais de 100 famílias tiveram que abandonar suas casas, sendo abrigadas por amigos, familiares ou em escolas. Em Apuí, a situação também é delicada. Recebi de amigos do município imagens do trecho da BR-230, onde houve desabamento. A cidade está isolada.

De acordo com dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o nível do rio tem subido de quatro a seis centímetros por dia, enquanto no mesmo período do ano passado apresentou uma média de acréscimo de oito a 12 centímetros. O valor, segundo o órgão, representa metade do nível esperado para o mês. Segundo o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), os valores apresentados são devido à pouca precipitação na calha do rio Negro, que passou a cota de 24 metros nesta semana.

A cheia dos rios é um problema crônico para o nosso Estado. Não podemos enfrentar o poder da natureza, mas precisamos nos aliar a ela e juntos realizarmos um trabalho para minimizar os danos causados pela subida das águas.

Esta semana, fiquei sabendo que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) começou a instalar uma estação de monitoramento para coletar dados sobre o nível do rio Amazonas via satélite. A estrutura foi colocada nas proximidades da comunidade Jatuarana, localizada na zona rural de Manaus. O serviço deve ajudar a prever casos como a cheia de 2012, no rio Negro, considerada recorde. Esse monitoramento e gerenciamento de áreas de risco e o envolvimento da comunidade em práticas preventivas é essencial neste momento.

Redação