MPF investiga aterro no bairro São Geraldo após denúncia de moradores

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Ver. Professor Bibiano

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O vereador Professor Bibiano (PT) atendendo reivindicação de moradores do bairro São Geraldo, zona Centro-Sul da capital, esteve em visita realizada na manhã desta quinta-feira (26), pelo Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) que anunciou investigação de obra de aterro realizada no bairro para construção de Projeto habitacional.

De acordo com moradores, a obra vem prejudicando várias residências no local e vem se tornando um risco aos alunos da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, uma vez que ano passado a escola já foi invadida por águas da obra do aterro. A reunião contou também com a presença de representantes da Defesa Civil do Amazonas, professores e integrantes da classe acadêmica.

O procurador da República, Rafael da Silva Rocha, que acompanhou a diligência informou, que o MPF começará uma investigação ampla sobre a obra, investigação não apenas dos impactos ambientais, mas de possíveis casos de tráfico humano, problemas ocasionados aos alunos em decorrência da obra no local, dentre outros. “Detectamos um grande problema social aqui nesse local. E vamos investigar todos os impactos que a obra tem causado para a comunidade”, enfatizou Rafael.

Para o vereador Professor Bibiano (PT), a ação do MPF é de grande importância porque atende de forma pontual problemas de cidadãos que na maioria das vezes são esquecidos pelo Poder Público.

“A obra do aterro não está prejudicando apenas os moradores que residem no mesmo lado da obra, mas já está afetando as residências do outro lado da rua e até mesmo moradores de ruas distantes. E isso se torna um grande perigo para a saúde”, destacou o parlamentar.

Após o MPF informar que vai acompanhar da implementação do aterro, que é obra do Governo do Estado em parceria com o Ministério das Cidades, Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) e Caixa Econômica Federal, o procurador informou que no próximo dia 8 de abril, o MPF voltará ao local para averiguar a situação.

Moradores pedem solução

Segundo moradores da área, o aterro começou a ser implantado sem uma consulta prévia à população. Eles afirmam ainda, que não são contra a construção das habitações, mas que a obra precisa ser acompanhada para não causar prejuízos aos moradores, além disso, segundo eles, a obra não está afetando apenas os moradores, mas a Escola Municipal Waldir Garcia.

A moradora Estélia Freitas é uma das que estão sendo prejudicadas com o aterro. “A água está invadindo os quintais do outro lado da obra. Não somos contra, mas nossa situação precisa ser olhada e analisada pelas autoridades.

A direção da escola municipal, junto com pais de alunos, moradores, classe acadêmica e professores, entre eles Mena Barreto e Adoréa Rebello se reunirão na próxima semana para alinhar as medidas que serão tomadas e apresentadas aos órgãos competentes. “Vamos continuar junto aos moradores e acompanhar essa situação. Nosso mandato é do povo e nosso dever é fiscalizar e ser a voz da população”, finalizou Bibiano.

Roberto Brasil