Mototaxista Pirata

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Além de estar fora dos padrões, pois, a sua roupa, nem a sua moto não obedecem às normas exigidas pelo SMTU, esse mototaxista pirata, não teve a menor preocupação -se era certo ou errado – em ocupar esse espaço publico.Nas fotos, ele, na cara de pau, ao olhar de todos, já fez (ou está fazendo), por conta própria,o ponto para mototaxistas pirata, em pleno Vieira Alves.Fica bem na esquina da Rua Pará com a Avenida, Djalma Batista, em frente ao Posto 700. Ele colocou placas, em dois postes com os dizeres: “Moto Taxi”, escritas em tinta vermelha marcando o seu território, num território sem lei. Aqui tudo pode, até o impossível, porque o poder fica do outro lado da margem de um Rio que ninguém viu passar.

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Se for por conta própria, ninguém sabe, ou, se alguém mandou ele fazer, ninguém sabe também, o certo é que se configura em mais uma invasão, e, pronto, ali ninguém tasca, porque é melhor trabalhar do que roubar. E,assim começam as coisas erradas nesse pedaço, de chão, e, depois, pra consertar é no, mínimo, muito difícil. É tipo uma doença que começa devagar, ninguém liga, e depois toma conta do corpo inteiro, até chegar ao ponto, onde muita das vezes, a cura, até não existe mais. Assim, surgem da noite pro dia os cupins, que se alastram no corpo desse “Porto de Lenha: da noite pro dia não! Alguém faz vista grossa e tapa o sol e o luar lua com a peneira.

O termo “a lei não é para todos”, será mesmo verdade? Porque os mototaxistas piratas pintam e bordam pelas ruas, avenidas dessa capital, e ninguém faz nada; andam contra mão, passam por cima de todos e de tudo o que é lei, fazendo-nos acreditar, que realmente, a senhora é cega, e não é pra todos. Aliás, parece que voltamos no tempo e estamos no mar do Caribe infestado de piratas.//Texto e Fotos: David Almeida

Mario Dantas