Morre o diretor Hector Babenco

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Morreu na noite desta quarta (13), aos 70 anos, o cineasta Hector Babenco.

Ele sofreu uma parada cardíaca, por volta das 23h, no Hospital Sírio Libanês. A informação foi confirmada por sua ex-mulher, Raquel Arnaud e pelo produtor de seus filmes, Marcelo Torres.

Argentino radicado no Brasil, Babenco foi um dos mais importantes cineastas do país e chegou a dirigir filmes em Hollywood com Jack Nicholson e Meryl Streep.

Realizou “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), filme que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor diretor e o prêmio de melhor ator a William Hurt. Também rodou longas aclamados como “Lúcio Flávio: O Passageiro da Agonia” (1977), Pixote: A Lei do mais Fraco” (1982) e “Carandiru” (2003).

 

CÂNCER

Nos anos 1990, o diretor foi vítima de um câncer no sistema linfático que o levou a um transplante de medula e a uma série de sessões de quimioterapia.

A partir de então, Babenco se volta para tramas mais autobiográficas, caso de “Coração Iluminado” (1998), história de um homem que retorna à Argentina após uma ausência de 20 anos para se encontrar com o pai doente. O filme tem Maria Luísa Mendonça e Xuxa Lopes, ex-mulher do diretor, no elenco.

Em 2003, já recuperado do câncer, o cineasta lança “Carandiru”, filme inspirado em “Estação Carandiru”, de Drauzio Varela. Wagner Moura, Caio Blat, Milhem Cortaz vivem presidiários nesse que é um dos mais caros filmes do cinema brasileiro e que retrata o massacre na Casa de Detenção.

“O Passado” (2007), é uma obra inspirada em livro homônimo de Alan Pauls, que traz Gael García Bernal no papel principal de um homem que se separa da companheira após 12 anos. Estreou na Mostra de São paulo daquele ano.

No ano passado, Babenco lançou seu último longa, o semiautobiográfico “Meu Amigo Hindu”, que retrata um cineasta (Willem Dafoe) às voltas com um tumor agressivo.     Folha de São Paulo

 

Áida Fernandes