Monitoramento do Zika vírus é tema de reunião entre Susam e Semsa, nesta terça-feira (17)

By -

zika-chikungunya-970x490-1

Nesta terça-feira (17), técnicos da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD), vinculadas à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), reúnem-se com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para discutir o protocolo de monitoramento da circulação do Zika vírus no Estado. A reunião, organizada por iniciativa da FVS, acontece a partir das 8h30, na sede da Semsa.

O diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, explica que ainda não está caracterizada a circulação do Zika vírus no Amazonas, com o registro de apenas um caso da doença, em Manaus. Mesmo assim, a vigilância em saúde deve manter o alerta. “Temos a presença do mosquito transmissor da doença – o Aedes aegypti. Além disso, há um fluxo permanente de turistas amazonenses para regiões do País que vêm registrando o aumento de casos da febre Zika, como as cidades do Nordeste e, aqui mais próximo, Boa Vista, a capital de Roraima. Por isso, precisamos estar com nossas medidas de monitoramento e controle alinhadas”, frisou Bernardino.

Quatro unidades de saúde – o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado e o Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste, na rede pública e o Hospital Adventista, da rede particular – já estão funcionando como unidades-sentinelas desse monitoramento. “Em qualquer caso suspeito da doença, é feita a coleta de material para exame. Na reunião desta terça-feira vamos avaliar os primeiros resultados do protocolo criado para essas quatro unidades e ver se é necessário algum ajuste”, disse o presidente da FVS.

Microcefalia – Na semana passada, o Ministério da Saúde decretou estado de emergência em saúde pública, devido ao aumento de registros de microcefalia em recém-nascidos em Pernambuco. Algumas fontes médicas levantam a hipótese de que os casos possam estar associados ao aumento, também, dos casos de Zika vírus. Bernardino Albuquerque explica que o Ministério da Saúde vem tratando com muita cautela esta associação. “De qualquer modo, nesta discussão sobre o nosso protocolo de monitoramento, vamos dar uma atenção especial à questão das gestantes”, afirmou o médico.

Segundo dados da FVS, nos últimos cinco anos, o estado tem mantido uma média de 3 a 5 casos de microcefalia. Neste ano, até o momento, foram registrados 3 casos. “Nenhum deles que possa ser associado a vírus como o da febre Zika”, frisou Bernardino.

Fique por dentro – O Zika vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil e abril deste ano, no estado da Bahia. Assim como o vírus da dengue e da chikungunya, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Por esse motivo, valem as mesmas regras de prevenção, sendo a principal dela, evitar a água parada, o que favorece a reprodução do  mosquito. Os principais sintomas da doença provocada pelo Zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. Mas o Zika vírus é muito menos agressivo que o vírus da dengue e não há registro de mortes relacionadas à doença. A evolução é benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

Mario Dantas