Ministério do Meio Ambiente faz reunião às escondidas em Manaus excluindo o governo, diz Dermilson Chagas

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“Foi uma reunião desprezível, onde mostraram total descaso com relação ao povo e ao governo do Amazonas”, afirmou Dermilson Chagas

“Foi uma reunião desprezível, onde mostraram total descaso com relação ao povo e ao governo do Amazonas”, afirmou Dermilson Chagas

Em Comunicado de Liderança, o deputado Dermilson Chagas (PDT), utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para criticar uma reunião que, segundo ele foi realizada na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, pelo Ministério do Meio Ambiente, em que o órgão federal descartou a participação do Governo do Amazonas nos debates em relação ao pescado produzido na região e também aos pescadores que sobrevivem dessa atividade.

Segundo Dermilson Chagas, “foi uma reunião desprezível, onde mostraram total descaso com relação ao povo e ao governo do Amazonas”. Na reunião, estava presente o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura do Amazonas, Geraldo Bernardino, que repudiou a declaração do órgão federal e questionou a iniciativa da reunião. “Se isso não é assunto para o governo tratar, por que vieram aqui buscar tantas informações? Reunindo-se à surdina na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), como se aqui viessem para roubar a dignidade e o direito do povo amazonense?”, protestou Bernardinho, como relatou o deputado.

Dermilson Chagas disse que o Ministério do Meio Ambiente convidou para participar da reunião, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), algumas Organizações Não-Governamentais (Ongs) como a Mamirauá, que se posicionou contra os pescadores afirmando que o pescador não quer receber seguro-defeso. “De onde tiraram essa ideia? Como uma ONG que está há mais de vinte anos enriquecendo à custa do povo ribeirinho pode dar uma declaração falsa como essa?”, questionou o deputado.

O parlamentar considera uma “falta de respeito” o fato de o Ministério do Meio Ambiente vir a Manaus e dizer que a questão do peixe não interessa ao governo do Estado. “O pior de tudo”, assinalou Dermilson, “é que eles vêm aqui, realizam reunião às escondidas com a presença de professores da UFAM, não convocam os órgãos competentes para discussão e ainda trazem no bojo essa malfadada portaria 192, prejudicial ao Estado do Amazonas, que suspende por até 120 dias o seguro-defeso do pescador artesanal”, desabafou.

Em vista dessa situação, Dermilson sugeriu a elaboração de repúdio à ministra do Meio Ambiente, Kátia Abreu.

Roberto Brasil