McGregor e Mayweather se enfrentam neste sábado (26) em Las Vegas

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O embate, que seguirá as regras do boxe, já entrou para a história devido aos valores astronômicos que cercam o duelo (Foto: Reprodução/Internet)

O lutador de boxe, Floyd Mayweather, volta aos rings na noite de hoje para a Super Luta contra o lutador de MMA, Conor McGregor. O duelo, que coloca frente a frente, os dois maiores nomes do boxe e do UFC acontece na T-Mobile Arena, em Las Vegas e, independente do resultado, o embate, que seguirá as regras do boxe, entre o norte-americano e o irlandês já entrou para a história devido aos valores astronômicos que cercam o duelo.

A luta é inédita e divide opiniões. Inédito também é o fato de McGregor lutar boxe de forma profissional. Apesar de ter como pontos fortes a trocação do boxe e do kickboxing, o também lutador de MMA, o amazonense Ronys Torres, disse que o treino de luta em pé no UFC é diferente e pode trazer dificuldades para um lutador que fará pela primeira vez esse tipo de luta. “Uma luta de MMA é muito diferente. O boxe não para um segundo. No MMA você pode colocar seu adversário para baixo caso esteja cansado , pode abraçar e ficar na grade descansando, isso não tem no boxe, abraçou o juiz manda separar e continuar a luta”, disse, o lutador que já lutou no UFC.

Essa diferença na trocação do UFC para o boxe é endossada pelo treinador de boxe e coordenador do projeto Ring Boxe, Pedro Nunes. Segundo ele, o lutador de boxe tem a vantagem de desenvolver não apenas os golpes como também jogo de cintura e jogo de pernas. “Geralmente quando o lutador de MMA desenvolve essa trocação de golpe ela não é tão eficiente quanto a do lutador de boxe que trabalha bem em cima e embaixo com o jogo de cintura e o jogo de pernas. No boxe, a luta é todo o tempo em pé. Não tem como levar para o chão, por isso o lutador de boxe (Mayweather) leva vantagem”, opinou.

Entre os palpites, tanto Ronys, quanto Pedro opinam que Mayweather deve vencer o duelo. “Não vejo ele vencendo o Mayweather , o cara é invicto no boxe , sabe toda a malandragem dentro do ring , fez isso a vida toda. O McGregor está indo se aventurar. Nunca lutou boxe profissional, então o May tá anos-luz na frente dele. Aposto em um belo nocaute do Mayweather”, diz Pedro, que Nunes inclusive crava que antes do quinto round McGregor deve ser nocauteado. “Sem dúvida nenhuma, o lutador de boxe nocauteia antes do 5º round por causa de experiência dele”.

Aos 40 anos, Mayweather tem o cartel invicto de 39 vitórias e volta da aposentadoria, anunciada em 2015, para enfrentar McGregor, que no MMA tem 21 vitórias e três derrotas, além de ter conquistado cinturão em duas categorias: penas e leves.

1,9 bilhão de reais 

Este é  valor (ou 619 milhões de dólares)  de  quanto a super luta pode gerar somando ingressos, pay per view, produtos licenciados e etc.

Onças

Esse é o tamanho das luvas  que serão usadas na luta. Os lutadores combinaram o peso em até 69,8kg, categoria super meio médio.

Papo de craque

Valter Cardoso, repórter da editora CRAQUE do jornal A Crítica

Na luta de hoje uma coisa é certa: McGregor não sairá do ringue como perdedor. A luta que deve movimentar US$ 619 milhões ( R$1,9 bilhão) foi um grande movimento do irlandês para aproveitar seu apelo comercial e alavancar sua conta bancária. Se o lutador de MMA confia que pode mesmo derrotar o favorito Mayweather como faz questão de falar nos microfones ou se é apenas parte do show, só ele mesmo pode dizer. O fato é que o falastrão entra como zebra, não tem nada a perder com a luta e muito a ganhar, seja em dinheiro ou fama. Apesar de mais novo e mais pesado que Floyd e apesar  ser bom na trocação, McGregor não é lutador de boxe e isto faz toda a diferença.

No boxe até a duração da luta é diferente e isso faz sim diferença para quem está acostumado a lutar no máximo 25 minutos, como no MMA, ao invés do máximo de  36 no boxe. Com o americano, inclusive, isso é bem comum: as últimas sete lutas que Money venceu foram decididas pelos juízes.  Mas durando 36 ou 25 minutos fica a certeza de que  a partir do primeiro segundo no ringue, já podemos admitir uma coisa: O irlandês conquistou o que queria. Se sair do ringue com o cinturão, faz história. Se não sair, no mínimo, faz um belo pé de meia.

De uma forma ou de outra, a luta revoluciona o mundo das lutas e deixa bem claro que hoje lutador completo não é aquele que domina todas as artes marciais, mas aquele que faz dos ringue, tatames e octógnos seus palcos.

Leanderson L., editor do Craque

Novamente o falastrão Conor McGregor entrará na condição de azarão em um combate. Foi assim também no UFC. Devagar ele foi escalando a pirâmide até chegar ao topo, quando conquistou dois cinturões na maior organização de artes marciais mistas do mundo.

Agora o buraco é mais embaixo. É no boxe, onde não é a sua praia.

O grande problema é o currículo de quem o irlandês vai enfrentar. O norte-americano Floyd Mayweather  já é um dos maiores pugilistas de todos os tempos. Embora tenha feito lutas pra lá de polêmicas, como quando enfrentou Manny Pacquiao, ele pode se orgulhar de jamais ter perdido um combate na vida.

Além disso, Floyd também é uma máquina de fazer dinheiro. Não à toa que o seu apelido é “money” – dinheiro em inglês.

Sabendo que o boxeador é uma lenda e também um caixa eletrônico ambulante, McGregor, que de besta não tem nem a cara, tratou logo de cutucar onça com vara curta. Cutucou tanto que conseguiu tirar o supercampeão da aposentadoria, para mais um combate de milhões.

Estima-se que o falastrão deva “morder” algo em torno de 100 milhões de dólares. Nenhum lutador do UFC jamais ganhou nada parecido com isso.

Um prêmio pela ousadia de desafiar o campeão invicto, e também por saber fazer com perfeição seu marketing pessoal.

Conor pode até perder para Mayweather, mas já é um case de sucesso para os demais  lutadores de MMA. Pelo menos na arte de ganhar dinheiro.

Portal A Crítica

Roberto Brasil