Maternidade Chapot Prevost implanta posto de coleta de leite humano

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O aleitamento materno reduz a mortalidade infantil

O aleitamento materno reduz a mortalidade infantil

As mães em fase de amamentação, que quiserem fazer a doação de leite excedente para ajudar a rede de Bancos de Leite da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), têm mais uma opção de local de atendimento: o posto de coleta que começou a funcionar nesta sexta-feira (7), no Hospital e Maternidade Chapot Prevost, localizado no bairro Colônia Antonio Aleixo, na zona Leste. Agora, já são 16 postos de coleta, distribuídos por toda a cidade, funcionando em unidades de saúde da rede pública e particular.

“É importante ampliar as alternativas de postos de coleta para facilitar o acesso das mães doadoras e, com isso, manter os nossos estoques de leite, para o atendimento dos bebês que necessitam do alimento”, disse a coordenadora estadual de Saúde da Criança, Katherine Benevides, que representou o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza – que está em Brasília –, na solenidade de inauguração do novo posto de coleta.

De acordo com Katherine, entre o final deste ano e o decorrer de 2016, a meta da Susam é ampliar para 20 o número de postos de coleta que atuam vinculados aos Bancos de Leite Fezinha Anzoategui (Instituto da Mulher Dona Lindu), Galileia (Maternidade Azilda Marreiro) e do Amazonas (Maternidade Ana Braga).

SMAM – A inauguração do posto de coleta de leite da Maternidade Chapot Prevost também marcou o encerramento da programação especial desenvolvida pela Susam, alusiva à Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), comemorada de 3 a 7 de agosto. Neste período, equipes das maternidades, dos bancos de leite e seus postos de coleta, reforçaram as orientações sobre o tema. O aleitamento materno é considerado um dos importantes aliados das ações destinadas à redução da mortalidade infantil.

Neste ano, a SMAM trabalhou o tema: “Amamentação e trabalho: para dar certo o compromisso é de todos”, reforçando a necessidade de assegurar – por meio de mecanismos facilitadores e de apoio – o direito das mães trabalhadoras de continuar amamentando seus bebês, mesmo após o fim da licença maternidade, por exemplo. O artigo 9° do Estatuto da Criança e do Adolescente assegura que é dever do governo, das instituições e dos empregadores garantir condições para que as mães amamentem.

Durante toda a semana, as equipes da Susam realizaram palestras, oficinas, capacitações, atividades educativas em locais públicos, reforçando as orientações sobre o tema e divulgando o trabalho dos bancos de leite do Estado.

“Crianças que são amamentadas pelo período adequado, na vida adulta, têm menos risco de desenvolver diabetes, obesidade ou sobrepeso, colesterol alto, doenças cardiovasculares, entre outras”, diz o pediatra neonatologista Jefferson Pereira Guilherme, da Maternidade Ana Braga, que também é consultor internacional em lactação e consultor em Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.

O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água de que o bebê necessita para ser saudável. Também contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, como anticorpos e glóbulos brancos e, por isso, protege o bebê de certas doenças e infecções. “É o alimento que atende plenamente as todas as necessidades da criança, até os seis meses de vida”, reforça o pediatra. Para ele, as atividades desenvolvidas durante a Semana Mundial da Amamentação têm o objetivo de contribuir para o resgate da cultura do aleitamento materno.

Roberto Brasil