Mário Frota pede rigor na apuração do assassinato de militante do PDT

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 Mário Frota e o Secretário adjunto, Carlos Alberto.

Mário Frota e o Secretário adjunto, Carlos Alberto

O vereador Mário Frota, líder do PSDB na Câmara Municipal de Manaus (CMM), compareceu hoje à sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), onde teve audiência com o Secretário-executivo-adjunto de Segurança Pública, Carlos Alberto Alencar de Andrade, para pedir rigor na apuração do assassinato do militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Alexandre Cézar Ferreira Gomes, 31, encontrado morto, no último sábado (13), no Bairro do Puraquequara com um tiro na cabeça. De acordo com o laudo pericial, a vítima foi bastante torturada antes de morrer.

Segundo familiares, Alexandre Gomes, que estava desaparecido desde sexta-feira (12), militava no grupo de jovens do PDT, não tinha envolvimento com entorpecentes e fazia parte de grupos de jovens da igreja católica. Seu corpo só foi identificado pela família na terça-feira (16) no Instituto Médico Legal (IML), onde estava como indigente.

Alexandre Gomes

Alexandre Gomes

Segundo o que foi apurado, Alexandre andava se queixando a amigos mais próximos que estava sendo ameaçado de morte, mas sem esclarecer os motivos. De acordo com Secretário adjunto, Carlos Alberto, as investigações já estão bem avançadas e dentro de, no máximo, 30 dias o inquérito que apura a morte de Alexandre deve ser concluído.

Juntamente com o vereador Mário Frota, que já foi filiado ao PDT, participaram da audiência com Secretário adjunto: Ronaldo Fernandes, do PDT; Hilton Ferreira, Assessor da Secretaria de Segurança Pública; Alessandra Campelo, deputada estadual; Stones Machado, presidente do PDT; Paulo Onofre, chefe de gabinete do vereador Mário Frota e o advogado Márcio Pessoa, do PDT.

Para Mário Frota, que pediu celeridade das autoridades policiais na apuração dos fatos, o assassinato de Alexandre Gomes, na qualidade de militante político, deve ser apurado com rigor. “Não acredito – e não podemos admitir – que em pleno Estado Democrático de Direito se pratique crimes por motivações políticas. Eu lutei durante 21 anos contra a ditadura militar, principalmente como deputado Federal, e não é hoje que vou me calar diante desse fato. É inconcebível que se possa admitir, ou de se imaginar crimes com conotações dessa natureza, em pleno regime democrático, onde a liberdade de expressão foi construída diuturnamente com sangue, suor e lágrimas como instrumento de retórica para defender e debater ideias”, lamenta o parlamentar.

 

 

 

Mario Dantas