Marcos Rotta faz duras críticas ao governo federal por abandonar o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA)

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Dep. Marcos Rotta

Dep. Marcos Rotta

Depois do recente anúncio de que o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) pode fechar as portas, devido ao fim do contrato de 48 bolsistas, que vão dar por encerradas as atividades executadas na instituição, a partir desta quarta-feira (10.06), por não ter o contrato renovado, o deputado federal Marcos Rotta (PMDB/AM) discursou na Câmara dos Deputados criticando duramente o governo federal por abandonar o Centro.

“O governo federal abandonou o nosso Centro. Ele não enxergou as potencialidades do CBA, que poderia formar novas tecnologias, fazer novas descobertas e lançar novos produtos. Isso tudo foi descartado pelo descaso do governo”, enfatizou.

Na segunda-feira (07.06), pesquisadores do CBA, realizaram um protesto contra o fim do contrato dos 48 bolsistas. O motivo é porque o convênio Nº 001/2014 celebrado entre Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), responsável pela gerência do CBA, e a Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera (FDB), vai expirar e não foi renovado.

Rotta ressaltou ainda que a ausência de um modelo de gestão, de planejamento estratégico e da não definição da personalidade jurídica do CBA,  se constitui como principal entrave para o desenvolvimento integral de suas atividades, além dos cortes orçamentários sofridos pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA).

“A não renovação do contrato dos bolsistas significa paralisar o funcionamento do Centro e o andamento dos projetos em desenvolvimento. Precisamos agir urgentemente. Faço um apelo, ao governo federal, e a todos os representantes do meu estado, vamos unir forças em prol da CBA. Muitas promessas já foram feitas para solucionar todos os problemas do centro, mas nenhum governo nunca cumpriu”, salientou.

O Parlamentar disse ainda que o Centro já reduziu consideravelmente suas atividades, o que representa um risco indelével a comunidade Amazônica, a qual poderá assistir sucumbir à única e verdadeira proposta nacional já estruturada para a apropriação do potencial inovador da biotecnologia.

“A continuação desse Centro representa, não só para a comunidade que o integra, mas para toda a sociedade brasileira, uma oportunidade de crescimento tecnológico e intelectual por meio da utilização consciente e coerente de seu patrimônio genético da biodiversidade amazônica, na geração de produtos e serviços de qualidade e valor agregado”, frisou.

Para o deputado amazonense esse é mais um capítulo da novela envolvendo a indefinição do comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), gerando mais desgaste para o órgão.

“É preciso definir, ou continua o superintendente que já está, ou nomeia outra pessoa para o comando da autarquia. Entretanto, a Suframa necessita de uma maior atenção do governo federal. É inadmissível que um órgão com esse potencial continue sendo desprezado, como sempre foi. Não podemos nos calar diante de uma situação delicada e grave como essa”, pontuou.

Roberto Brasil