‘Maracutaias’ põe prefeito Jaziel Tororó na mira do Ministério Público Estadual

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Prefeito Jaziel Nunes de Alencar o “Tororó”

Jaziel Nunes de Alencar o “Tororó”

Há anos, Manacapuru aparece nos noticiários pagando “micos” por obra e graça de prefeitos desonestos, compradores de votos, aliados a uma horda que trafica influências escusas e outras cositas mais.

Por força disso, Manacapuru é um município sem atendimento médico-hospitalar, suas escolas vivem às moscas, o crime organizado toma conta da cidade, obras fantasmas são pagas com desvios escandalosos de milhões que, se usados com responsabilidade, fariam da “Princesa do Solimões” uma verdadeira rainha, um local onde daria gosto se viver.

Infelizmente, o desmando, as malandragens, as falcatruas, o desleixo pela coisa pública não permitem há pelo menos 20 anos. Nem mesmo o último prefeito empossado, Jaziel Tororó, parece escapar dessa “maldição”.

Entre as discrepâncias administrativas que pesam acusadoramente sobre Tororó   está o fato de que, agora, está sob a mira do Ministério Público do Amazonas (MP/AM), que desconfia haver “maracutaia” no relacionamento entre ele e a Construtora Renova que apesar, de criada há pouco tempo, já recebeu da combalida prefeitura, nada menos que R$ 8 milhões 700 mil por obras que nunca realizou ou as deixou inacabadas.

Tororó terá de explicar ao MP/AM e a Receita Federal onde foram parar esses milhões entregues gratuitamente à Renova, cujo endereço declarado nada mais é que um salão de manicure onde ninguém jamais ouviu falar dessa empresa praticamente, fantasma.

Tororó também terá que explicar por que um ponto de mototáxi custou mais de 147 mil reais, ou por que pagou por um reles muro gradeado nada menos que R$ 234 mil.

Pior que isso é uma academia de esportes exclusiva para espíritos ou almas-penas, tendo em vista que a que mandou construir nunca funcionou atendendo a cidadãos vivos.

O MP/AM está tiririca da vida com Tororó porque o prefeito manacapuruense deu sumiço, ou aplicou mal, R$ 22 milhões de um aditivo contratual entre a PMM e a Cooperativa de Trabalho Nacional da Saúde.

Essa investigação do MP/AM iniciou após denúncias feitas pelo Deputado Estadual José Ricardo Wendling (PT), apontando possível fraude ao erário, especialmente na execução de contratos administrativos firmados com a Cooperativa de Trabalho Nacional, prestadora de serviço assistencial de saúde que estaria atuando em 13 municípios do Estado do Amazonas, inclusive no município de Manacapuru.

Pode ser que Tororó até consiga explicar algumas diferenças das contas públicas de Manacapuru, mas ele e seus advogados terão que ter uma lábia satânica e um jogo de cintura digno de bailarinas russas se quiserem explicar como o senhor Jaziel Nunes de Alencar, mais conhecido como “Tororó”, conseguiu pagar quase meio milhão de reais a uma gráfica para imprimir 15 mil folhetins do informativo da PMM.//Fato Amazônico

Roberto Brasil