Manifestantes protestam contra condenação de Lula na Paulista

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Militantes do PT, CUT, sindicalistas e estudantes se reúnem no início da noite desta quarta-feira no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, para protestar contra a condenação do ex-presidente Lula. Cerca de 300 pessoas fecham uma das pistas e gritam frases como “Lula guerreiro do povo brasileiro”, entre eles o estudante o estudante universitário Willian Vieira, de 21 anos.

— Um absurdo a prisão de Lula. Não há provas contra ele, só convicções. Vim aqui pra repudiar a decisão de (Sérgio) Moro.

Na mesma linha, o assessor do sindicato dos Bancários do ABC, Claudio Noronha, disse ao Globo que a condenação de Lula tem o único objetivo de impedir a candidatura do ex-presidente em 2018: — É uma condenação política. Não tem prova de nada.

O presidente do PT na capital paulista, Paulo Fiorilo, diz que o principal objetivo agora é prestar solidariedade a Lula, em São Paulo e outras cidades do País, contra a decisão do juiz Sérgio Moro.

— Claro que é uma sentença em primeira instância, mas a gente já viu (o que aconteceu) em segunda. Com os mesmos argumentos, a segunda instância inocentou (João) Vaccari (ex-tesoureiro do PT). O juiz devia ter atentado pra isso, ter percebido o erro que está cometendo e ter evitado essa situação.

Segundo Fiorilo, a defesa feita pelos militantes também é a defesa da candidatura de Lula à presidência em 2018.

— Tirar o Lula no tapetão significa desrespeitar a democracia. Aliás, parece que é normal isso no país agora. Vamos defender a candidatura do Lula e com certeza nós teremos um resultado diferente em segunda instância (da Justiça).

As amigas Renata Fernandes e Mariana Ferreira foram surpreendidas pela manifestação em defesa de Lula e decidiram participar. As duas visitavam o MASP e, quando deixaram o museu, deram de cara com o ato.

— A gente troca muita ideia sobre política. A condenação de Lula representa o momento em que o Brasil acompanha um governo corrupto aprovar uma reforma (trabalhista) que prejudica o trabalhador —, disse a arquiteta Mariana, que é de Florianópolis e passa férias em São Paulo.

(Com AGÊNCIA O GLOBO)

Roberto Brasil