Mais investimentos é a demanda nas “Jornadas de Desenvolvimento”

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jornadas-de-desenvolvimento-blogdafloresta 01Da Redação – Nesta quarta-feira (01), o evento “Jornadas de Desenvolvimento” continuou debatendo as oportunidades de expansão, fortalecimento e diversificação do Polo Industrial de Manaus (PIM), no Centro de Convenções Vasco Vasques, localizado na avenida Constantino Nery,  bairro de Flores, zona centro-oeste de capital.  Participaram consultores econômicos de varias empresas e instituições públicas e a maioria reclamou de mais investimentos.

Com vistas à definição de uma nova Matriz Econômica Ambiental para o Amazonas, os participantes debateram hoje (1º) o tema ‘Expansão e Diversificação Endógena’- Atração de novos segmentos.

Planejamento de produção de alimentos

jornadas-de-desenvolvimento-blogdafloresta 02“Estamos discutindo alternativas fora do Polo Industrial porque estamos observando seu enfraquecimento e vemos a piscicultura, fruticultura e biodiversidade como alternativas porque sabemos que com a mudança de tecnologia, os novos produtos ainda não chegaram ao mercado brasileiro e outros chegarão com o tempo. Agora estamos vivendo de eletroeletrônicos, informática, duas rodas, motocicleta e outros. A ideia é diversificar isso antes que o celular seja substituído por outra tecnologia e assim temos que voltar para nossa estrutura original que é a biodiversidade da floresta e a exportação dos seus produtos”, disse Assis Mourão, presidente da Associação dos Consultores do Amazonas.

A proposta de Mourão é que em curto prazo devemos ser capazes de oferecer um alimento barato e ao alcance de todos, especialmente do trabalhador do DI que tem baixa renda.  Cerca de 80% da população que esta em Manaus vive nas favelas, condomínios habitacionais com alguma infraestrutura e pensamos que poderia haver os ‘bodozal’, pois 80 % do peixe consumido em nossa região é caro porque vem de Roraima e Rondônia, sendo que temos tanto peixe aqui. A proposta dele é explorar em grande escala os produtos da região amazônica.

Turismo demanda mais investimentos

jornadas-de-desenvolvimento-blogdafloresta 03Segundo a presidente da Amazonastur, Oreni Braga, o propósito do turismo é poder interagir com outros setores. “O turismo é um dos setores que já esta estruturada, e agora temos que pensar em fortalecer para abrir mais o mercado, precisa um investimento maior, com poucos recursos fazemos o que podemos, mais com mais investimentos poderemos num futuro trabalhar com mais perspectiva, agora estamos  trabalhando captando eventos para o Amazonas, Manaus”, afirmou.

“Somos uma das capitais em que resgatamos os voos comerciais em quanto que outras têm tido cancelados seus vos, estamos fortalecendo o que temos porque o turismo não pode parar e temos que continuar caminhando. A incidência da zika e outras doenças não pode ser uma limitante. Como somos floresta tropical, todos perguntam no exterior se aqui tem malária e outras doenças da região, mas explicamos que não temos índices de casos alarmantes ou de casos de turistas que tenham passado por esta situação, além de contarmos com uma instituição como a FMT. O maior obstáculo agora é a crise econômica pela que atravessa o país”, salientou Oreni Braga.

Falta sinergia entre as instituições públicas e do estado

jornadas-de-desenvolvimento-blogdafloresta 04O professor e pesquisador da UEA, Neuler Andre Soares de Almeida, disse que está sendo discutido o desenvolvimento do estado do Amazonas, bem como desenvolver uma matriz econômica ambienta. “Existem alguns gargalos que podem ser resolvidos. Alguns tem a ver com a produção. Temos uma vasta biodiversidade. Uma grande riqueza que pode ser explorada de forma sustentável inteligente mas para isso precisamos de investimento em capital intelectual e nos produtos que tem potencial no mercado como o açaí, cupuaçu, óleos essenciais que requerem mais conhecimento tecnológico”, afirmou Neuler.

Ele informa que investimentos existem, mas são pontuais, não sendo a a fundo perdido como nos países da Europa. Aqui as empresas que estão iniciando são carentes destes recursos, precisando de mais investimentos a fundo perdido se realmente há interesse em desenvolver novos processos.

jornadas-de-desenvolvimento-blogdafloresta 05Outro ponto destacado pelo pesquisador é que não há dialogo. O governo quer financiar algumas atividades, as empresas demandam outros serviços e as universidades pesquisam produtos que não atendem necessidades nem do governo nem das empresas. “É preciso que falem a mesma língua e tenham o mesmo propósito para não perder esforços nem investimentos”, frisou.

Novos mercados 

Entre as várias propostas debatidas nas “Jornadas de Desenvolvimento”, foi destacado o grande potencial de bionegócios com a exploração de óleos essenciais, corantes naturais, óleos vegetais, além de insumos de castanha, açaí e copaíba, entre produtos, para alcançar um mercado que cresce globalmente 12% ao ano, que pode gerar receitas de US$ 1,6 bilhão. Para conquistar fatias desse mercado, os pesquisadores consideraram fundamental a melhoria do capital intelectual, investimentos em tecnologia e a difusão e integração do conhecimento acumulado em instituições como Ufam e UEA na área de pescado para sair das 20 mil para 60 mil toneladas até 2018. (Mercedes Guzmán – Fotos: Áida Fernandes)

Roberto Brasil