Mais de 60 educadores participam de abertura da Semana da Pessoa Surda

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abertura-pessoa-surda-muda1Sessenta e cinco educadores da rede municipal participaram, nesta terça-feira (23) da abertura da Semana Nacional da Pessoa Surda, no auditório da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), localizada na Rua Maceió, zona Centro-Sul de Manaus. A programação vai até sexta-feira, 26, data em que se comemora o dia da pessoa surda.

A semana é uma das ações da coordenação do Curso de Libras da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizada com  professores de 54 escolas municipais de todas as zonas geográfica da cidade, que possuem cerca 130 alunos inclusos com surdez.

abertura-pessoa-surda-muda2Na abertura, os participantes assistiram as palestras “O interprete educacional”, com a professora Mestre e coordenadora do Centro de Capacitação de Profissionais de Educação e de Atendimento a Pessoa com Surdez (CAS), Maria Estelita Ferreira, e “A atuação do intérprete de Libras”, com a especialista e coordenadora da Central de Interprete de Libras do Amazonas (CilLam), Fabiana Ferreira.

A coordenadora do Curso de Libras do Complexo Municipal de Educação Especial da Semed e organizadora do evento, Mariana Santos, ressalta a importância do trabalho realizado pela secretaria, que atende alunos com surdez.

abertura-pessoa-surda-muda3Como o surdo é usuário de outra língua, o professor aprende libras para ensinar o aluno. É importante que os educadores conheçam quem é o intérprete, sua função, qual seu papel na educação da criança, assim como o intérprete de forma geral, que acompanha o surdo ao banco e ao médico, por exemplo, para fazer a tradução da língua de sinais para a portuguesa ou vice versa. Tudo isso é para que o surdo possa estar inserido na sociedade exercendo sua cidadania”, completou.

Segundo a  palestrante da abertura, Maria Estelita Ferreira, coordenadora do CAS, o importante é trabalhar a função do tradutor intérprete dentro de sala de aula para que faça a mediação da comunicação entre o professor ouvinte e o aluno surdo.

“O intérprete vai mediar os conteúdos que são falados pelo professor em línguas de sinas para o surdo. Esse profissional, que está surgindo no cenário educacional, precisa ser visto pela sociedade com mais valor. Às vezes, pensa-se que o intérprete vai substituir o professor, mas em nenhum momento substitui, mas sim vai mediar a comunicação”, concluiu.

Com dois alunos inclusos do 2º ano do Ensino Fundamental, a professora Edinalva Barros, da Escola Municipal Olga Figueiredo, bairro Alfredo Nascimento, zona Norte, é uma das educadoras participantes do curso. Para ela, a Semana da Pessoa Surda é importante para que todos possam aprender um pouco mais sobre como dar aula para esses alunos.

“Tenho duas crianças surdas, mas que convivem com outras deficiências. Essa formação me permite saber como lidar com todos eles, ou seja, entre os surdos, o intelectual e com os outros estudantes. Toda vez que participo dessa formação saio com mais certeza do que tenho feito e posso fazer ainda mais com meus alunos em sala de aula”, comentou.

Roberto Brasil