Mãe de menino de 3 anos que caiu em jaula de gorila não será processada

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O gorila Harambe, de 17 anos, foi morto após um criança de quatro anos de idade, cair na jaula do animal, no Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos

O gorila Harambe, de 17 anos, foi morto após um criança de quatro anos de idade, cair na jaula do animal, no Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos

Michelle Gregg, mãe do menino de 3 anos que caiu na jaula de um gorila no zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, não enfrentará acusações na Justiça americana, informou a procuradoria de Ohio nessa segunda-feira.

“De forma nenhuma essa mãe agiu de modo a colocar essa criança em perigo”, afirmou o procurador do Condado de Hamilton Joseph Deters. “Ela tinha outras três crianças e virou as costas… E se alguém não acredita que uma criança de 3 anos possa escapar muito rapidamente é porque nunca teve filhos”.

O caso aconteceu no dia 28 de maio no zoológico de Cincinnati. O menino passou por uma barreira e caiu de uma altura de cerca de quatro metros dentro do poço que cerca o habitat, onde vivia Harambe, um gorila macho de 181 quilos. A criança ficou por cerca de 10 minutos na jaula, sendo arrastada e puxada pelo animal, até os tratadores tomarem a decisão de atirar e matar o gorila.

Desde a queda da criança na jaula, Michelle, de 32 anos, e sua família têm sido alvo de críticas. Testemunhas afirmam ter ouvido o garoto dizer à mãe no zoológico que queria entrar no recinto do animal. Em um post no Facebook, a mulher disse que “acidentes acontecem” e agradeceu pelo fato de que “as pessoas certas estavam no lugar certo” no dia em que o gorila Harambe foi abatido.

Petições

Mais de 500 mil pessoas já assinaram petições no site Change.org protestando contra a morte de Harambe, um gorila-do-ocidente, espécie em risco de extinção. A petição mais popular, “Justiça para Harambe”, pede que a polícia atue no caso e que serviços de proteção à criança investiguem o lar do menino para evitar “novos incidentes de negligência”.

O zoológico defende sua posição de matar o gorila. “A vida daquela criança estava em perigo, e as pessoas que questionam isso não entendem que você não pode assumir os riscos com um gorila adulto”, disse o diretor do Cincinnati Zoo & Botanical Gardens, Thane Maynard, em uma entrevista coletiva nesta segunda. Segundo os tratadores do zoo, um tranquilizante teria deixado o animal agitado antes de fazer efeito, o que colocaria ainda mais a vida da criança em risco.

(Com VEJA)

Roberto Brasil