Luiz Castro denuncia falta de fiscalização a crimes ambientais

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Luiz Castro visitou as áreas de desmatamento, onde confirmou o crime ambiental

Luiz Castro visitou as áreas de desmatamento, onde confirmou o crime ambiental

A devastação da floresta para dar lugar a empreendimentos, em áreas próximas de Manaus, vem ocorrendo debaixo da omissão dos órgãos ambientais do Amazonas. A afirmação é do deputado Luiz Castro, que nesta quarta-feira (25), denunciou os crimes ambientais e cobrou dos governos municipal e estadual, medidas rigorosas de fiscalização e compensatórias pelos danos causados ao meio ambiente.

Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Luiz Castro verificou na comunidade Nova Esperança, no km 13 da BR-174, o desmatamento irregular de quase 100 hectares de floresta, com risco de aterramento de nascentes de igarapés, ameaçando destruir a Cachoeira do Leão, espaço de lazer da população.

No local, será construído o novo Aterro Sanitário de Manaus, mas a Construtora Marquise, responsável pelo empreendimento, não está cumprindo as exigências previstas na licença concedia pelo Ipaam, que também não fiscaliza a execução da obra.

De acordo com os moradores do local, o desmatamento para a construção do aterro foi realizado sem que a comunidade fosse consultada em audiência pública. “Essa é uma falha grave no processo de licenciamento da área”, criticou Luiz Castro.
O deputado vai pedir a realização de uma audiência pública, para que os moradores sejam realmente ouvidos, e vai solicitar à Semmas e ao Ipaam que fiscalizem o empreendimento, a fim de evitar que haja mais prejuízos ao meio ambiente.

Danos ao Urubuí

No Km 106 da BR 174, onde será construído o conjunto residencial “Vale da Nascente” de Propriedade da Associação de Mulheres de Presidente Figueiredo, o deputado Luiz Castro constatou outro crime ambiental. Uma grande área devastada está causando a degradação do solo e provocando o assoreamento dos rios Urubuí e Urubu.

A falta de cuidados na execução da terraplanagem, está ameaçando as águas das corredeiras do Urubui, que são atração turística de Presidente Figueiredo. O deputado vai levar a denúncia à Caixa Econômica Federal, que financia o empreendimento e ao Ministério Público Federal (MPF).

“Vamos pedir providências do Ipaam também, a fim de minorar o impacto nas águas do Urubuí, que já estão se tornando barrentas com os sedimentos do solo devastado”, afirmou.

Lixeira clandestina
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No bairro Jorge Teixeira, a Comissão do Meio Ambiente verificou a formação de uma lixeira, no entroncamento da Rua Angelim com a estrada do Brasileirinho, próximo a uma Área de Preservação Permanente (APP). No local, a movimentação de caçambas e de tratores indica a criação de um aterro clandestino. A área pertence à empresa Eco Amazon Soluções Ambientais.

De acordo com o deputado Luiz Castro, houve uma ação do Ipaam, mas por falta de fiscalização, o lixo continua sendo despejado à noite na lixeira clandestina. Próximo dali também foi constatado o desmatamento de uma área para provável ocupação.

Roberto Brasil