Luís Borges: otimista com organização e pessimista com a conquista de medalhas

By -
Para Luís Borges falta mais investimento no esporte nacional e sem isso não há como pensar em muitas medalhas

Para Luís Borges falta mais investimento no esporte brasileiro e sem isso não há como pensar em muitas medalhas

Da Redação – Essa é a opinião de Luis de Souza Silva Borges, 48 anos, e mais de 30 dedicados ao desporto amazonense. Luís Borges foi atleta e dirigente esportivo, já tendo participado de torneios nacionais e internacionais, é dele o recorde dos 400 metros livres da Federação Amazonense de Atletismos que perdura por décadas e ainda não foi batido, assim como o recorde dos mesmo 400 na antiga pista de atletismo do Campus Universitário.

Borges tem uma vida toda ela voltada para o esporte amazonense, sabe como ninguém as nuances do desporto Baré, tem autoridade, competência e respaldo junto a categoria para tecer criticas ou elogios. Ex presidente da Associação Amazonense de Desporto e da Federação Amazonense de Atletismo, vibrou com a realização de uma Olimpíada no Brasil, um sonho nunca imaginado por qualquer atleta ou dirigente, e agora com os jogos batendo as portas dos lares brasileiros, ele esta desolado com o descaso com a preparação dos atletas brasileiros individualmente.

O ex dirigente acredita que o Brasil irá realizar uma grande Olimpíada, a organização será perfeita como foi a Copa do Mundo, quando ouve um verdadeiro boicote contra o maior evento futebolístico do mundo e parte da imprensa apostava no fracasso na organização e o que aconteceu foi tolamente inverso, com a própria Fifa, elogiando a organização que foi considerada como a melhor de todos os tempos, onde não se detectou nenhum problema operacional. O fracasso foi no campo, onde a seleção brasileira foi humilhada perante a sua torcida levando uma goleada histórica perante a Alemanha que nunca será esquecida e com um detalhes: o Brasil sofreu 10 gols em apenas dois jogos.

E seguindo essa premissa, Luís Borges acredita piamente que o Brasil dará mais um show de organização com a torcida brasileira indo e prestigiando o evento, mas no quadro de medalhas a realidade será dura e crua com o Brasil. Ele acredita que o Brasil ficará abaixo do Quênia, Jamaica, Etiópia e outros países africanos, pois a preparação individual dessas seleções está sendo trabalhada milimetricamente para conseguir vitórias e assim esses países brigarão por medalhas de ouro, além de afirmar que os jogos Pan Americanos não servem como parâmetros para disputas mundiais.

Quanto ao Amazonas, ele diz que teremos novamente a presença apenas de Ligia Santos no Tênis de Mesa. A pequena amazonense vai para a quarta Olimpíada e Sandro Gama que apesar de ter uma idade avançada poderá figurar entre os atletas brasileiros que irão representar o Brasil na maior festa esportiva do Mundo.

Segundo Luiz Borges, o que falta ao Brasil é uma reinvindicação antiga, ou seja, a falta de investimento, pois já deveria existir um calendário anual de eventos, em todas categorias, se revitalizando os Centros de Alto Rendimento, aumentando o intercâmbio, investindo-se mais na base, no esporte e nas escolas. Dessa forma, o Brasil seria em pouco tempo uma potencia mundial. Borges acredita que teremos medalhas nas modalidades de, Vôlei de Praia e de quadra, no masculino e feminino, no futebol masculino e feminino, no judô, na natação, na ginastica e talvez no atletismo. (Texto e Foto: Kennedy Lyra)

Roberto Brasil