Liminar que segurava prefeito de Codajás no cargo é cassada pela Justiça Eleitoral e segundo colocado assumirá

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O prefeito Abraham Lincoln perde o mandado pela segunda vez e Joel Gomes voltará a ser prefeito em Codajás

O prefeito Abraham Lincoln perde o mandado pela segunda vez e Joel Gomes voltará a ser prefeito em Codajás

A liminar expedida pelo juiz federal Ricardo Augusto Sales, plantonista do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, dia 4 de junho deste ano que garantiu a permanência do prefeito de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus), Abraham Lincoln Dib Bastos (PSD) de Codajás, no cargo, foi cassada ontem (27) pelo jurista Francisco Marques, relator da ação cautelar interposta pelo prefeito contra a decisão do juiz eleitoral Celso Souza de Paula, que dia 29 de maio deste ano cassou o registro de candidatura do chefe do executivo municipal e do vice-prefeito Jorge Amaral do Nascimento (PSDC) por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2012.

De acordo com pesquisa no site do Tribunal Regional Eleitoral, o juiz Francisco Marques, já determinou a publicação de sua decisão no Diário Eletrônico do órgão e mandou ainda que o juiz da 7ª Zona Eleitoral seja comunicado.

Com a decisão, o técnico em saúde Joel Gomes de Oliveira (PT) que concorreu às eleições municipais de 2012 ficando em segundo lugar em Codájas, assume a prefeitura. Em agosto de 2013 o representante do Partido dos Trabalhadores assumiu a prefeitura do município, mas ficou poucos meses, Abraham Lincoln, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília e voltou ao cargo.

A ação que cassou Abraham Lincoln é de autoria da coligação “União de Todos”, onde o prefeito é acusado de ter doado vaso sanitário e tratamento médico para pessoas carentes em troca de votos.

Em depoimento a Justiça Eleitoral, a moradora Tabita Luana da Silva de Souza disse que o prefeito a levou para Manaus para tratamento de sua filha na clínica Olhos Klínica, e que ele pagou sua passagem para Manaus e a consulta médica.

Outra moradora a depor foi Marileide Matos da Silva, que afirmou no processo que a mulher de Abraham Lincoln, Elielza, procurou-a e lhe deu canos e um vaso sanitário, além de comida, em troca de voto.

Cassado em 2013

Em maio de 2013, Abraham Lincoln teve seu registro de candidatura cassado porque ele não teria prestado contas de recursos recebidos de um convênio com o com o FNDE. Entretanto, em agosto do mesmo ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “descassou” o prefeito.//(Fato Amazônico)

Mario Dantas