Líderes e organizações mundiais reagem à vitória de Trump

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Donald Trump é acompanhado pelo filho, Barron Trump, pela mulher, Melania Trump, e pela filha, Ivanka Trump, em Nova York

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e autoridades de todo mundo reagiram com incredulidade nesta quarta-feira à vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos, enquanto políticos populistas exaltaram o resultado como uma vitória do povo sobre um sistema político falido.

Vladimir Putin, presidente da Rússia

“Putin expressou esperança de trabalho conjunto para restaurar as relações russas-americanas do estado de crise, e também para enfrentar questões internacionais e buscar respostas eficientes a desafios sobre a segurança global”, informou o Kremlin em um comunicado.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan

A liderança dos Estados Unidos é “mais importante do que nunca”, indicou nesta quarta-feira o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, após a eleição do republicano Donald Trump como presidente da primeira potência militar da Aliança Atlântica.

“Enfrentamos um novo clima de segurança desafiador, incluindo guerra híbrida, ciberataques, a ameaça de terrorismo. A liderança dos Estados Unidos é mais importante do que nunca”, ressaltou em um comunicado Stoltenberg, que expressou seu desejo de começar a trabalhar em breve com Trump.

Hassan Rouhani, presidente do Irã

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta quarta-feira que os resultados das eleições norte-americanas não terão efeito sobre as políticas de Teerã, afirmando que as relações econômicas do Irã com o mundo são irreversíveis, informou a agência estatal de notícias IRNA.

“Os resultados das eleições dos EUA não têm efeito sobre as políticas da República Islâmica do Irã. A política do Irã para o engajamento construtivo com o mundo e a suspensão das sanções relacionadas ao acordo nuclear fizeram com que nossas relações econômicas com todos os países se expandissem e se tornassem irreversíveis”, afirmou Rouhani.

Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano

O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, desejou o bem ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump, dizendo que oraria para que o novo líder seja iluminado.

“Desejamos o bem ao novo presidente, para que ele possa ter um governo verdadeiramente fecundo. Nós nos comprometemos a rezar para que Deus o ilumine e o apóie no serviço de seu país, é claro, mas também ao serviço do bem-estar e da paz no mundo”, afirmou Pietro Parolin, à emissora de rádio do Vaticano.

Ursula von der Leyen, ministra da Defesa alemã

Aliada da chanceler Angela Merkel, Ursula descreveu o resultado como um “grande choque” e questionou se a vitória do republicano significaria o fim da “Pax Americana”, o estado de relativa paz supervisionada por Washington que tem governado as relações internacionais desde a Segunda Guerra Mundial.

Jean-Marc Ayrault, ministro das Relações Exteriores da França

Jean-Marc Ayrault prometeu trabalhar com Trump, mas disse que a personalidade do republicano levanta questões e admitiu ter dúvidas sobre o que significará um governo Trump para os principais desafios na política externa, das mudanças climáticas ao acordo sobre o programa nuclear do Irã e a guerra na Síria.

“Parece que esse será o ano do desastre duplo para Ocidente”, disse o ex-ministro das Relações Exteriores da Suécia Carl Bildt no Twitter, apontando para o referendo de junho no Reino Unido que decidiu pela saída do país da União Europeia. “Apertem os cintos”, acrescentou.

Heiko Maas, ministro da Justiça da Alemanha

O ministro da Justiça da Alemanha, Heiko Maas, usou sua conta no Twitter nesta quarta-feira para dizer que o mundo vai ficar um pouco mais louco após a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos. “O mundo não vai acabar, mas ficará mais louco”, escreveu o ministro, um social-democrata no governo da chanceler conservadora Angela Merkel.

Nabil Abu Rudeina, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina

A presidência da Autoridade Nacional Palestina exortou Trump a trabalhar para a criação de um Estado palestino.

“Estamos prontos para trabalhar com o presidente eleito com base em uma solução de dois Estados, a fim de estabelecer um Estado palestino nas fronteiras de 1967”, disse o porta-voz da Autoridade Palestina, Nabil Abu Rudeina à AFP. “A instabilidade vai continuar na região e no mundo, se uma solução para a questão palestina não for encontrada”, acrescentou o porta-voz.

com AGÊNCIA O GLOBO

Roberto Brasil