Líder do governo na ALE afirma que o momento é de reflexão sobre a crise econômica

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Dep. David Almeida

Dep. David Almeida

Em aparte ao pronunciamento do deputado Serafim Corrêa (PSB) nesta terça-feira (5), a respeito da crise econômica do país e da cautela do governador José Melo (Pros) em comprometer o Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal, o deputado David Almeida que é líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), disse que a crise é grave e que o momento é de reflexão.

Almeida destacou que o governo está fazendo a parte dele, pois quando enviou a reforma administrativa para a casa legislativa já cortou gastos com a exoneração de 702 cargos comissionados e que caso seja necessário novos cortes até agosto irá fazer. “Se necessário for, o governo fará os cortes necessários para se adequar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós já chegamos ultrapassamos do limite prudencial e estamos e o teto já foi passado também. E o governo enviou na semana passada uma mensagem para criar a cidadania fiscal, para aumentar a arrecadação”, destacou.

David lembrou que o projeto que foi aprovado na Aleam segue os moldes de projetos que deram certo no Estado de São Paulo e que com isso, o governo tenta aumentar a arrecadação, pois no momento de crise, a tendência é diminuir. Com isso, o governo irá tentar negociar a reposição salarial de servidores públicos. “Chegamos ao teto de responsabilidade fiscal porque nunca se votou tantos planos de cargos, carreira e salário no poder legislativo, através das mensagens governamentais. Nos últimos quatro anos, quase todas as categorias de funcionários públicos do Estado, tiveram seus planos de cargos e carreira votados na Aleam”, pontuou Almeida.

No entanto, o parlamentar defende que o governador não disse que não dará aumento de salário, mas que precisa de um tempo para não comprometer o Estado, e que o governador José Melo concedeu aumento aos servidores da Polícia Civil na ordem de 15% e aos professores de 4%, acordo firmado em 2014 e pagos já em janeiro de 2015. Almeida reconhece como justas as reivindicações dos funcionários públicos, mas que o momento é difícil, por isso, o governo tem que ter cautela para não comprometer o estado na lei de responsabilidade fiscal.

Mario Dantas