LAVA JARAQUI: LIMPEZA ÉTICA NA POLÍTICA

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Ademir-RamosMuito se fala sobre a ética na política, mas, pouco se diz sobre o que isto significa; sua importância e formação para desenvolvimento das instituições sociais públicas ou privadas, principalmente, em se tratando da cultura política democrática republicana. O Jaraqui sem pretensão professoral e muito menos sem se deixar afetar pela peste do moralismo da UDN Lacerdista volta a Praça da Polícia, em 2012, aos sábados das 10 às 12h, no centro histórico de Manaus, não mais somente como um projeto de extensão da Universidade Federal do Amazonas, mas, como estratégia de mobilização popular, demarcando no espaço coletivo da Praça uma arena de disputa de ideias, projetos e propostas centrada nos valores republicanos e no processo de formação suprapartidário, catalisando as questões sociais numa perspectiva de políticas públicas de Estado, batendo de frente contra o imediatismo dos governantes oportunistas que viciados pela tradição dos seringais tratam a coisa pública ainda como se fossem um “puxadinho do barracão”, onde no passado além de explorar o trabalho dos seringueiros, ditavam preço e diziam o que era certo e errado silenciando a vontade popular com ameaças e mortes. Esta subserviência dos seringais ainda se faz presente em nossa sociedade seja por meio do voto de cabresto ou pela intimidação dos políticos mandatários que se valendo da maquina do Estado recorrem a este instrumento para intimidar o povo e desta feita dominar politicamente para que se perpetuem no poder de forma medonha e corrupta.

O ESTATUTO DA POLÍTICA: Foi Maquiavel (1469-1527), no contexto da modernidade da renascença que deu relevância a questão do Estado, projetando a política no topo da pirâmide social a estender sua força e influência por todo o segmento organizacional focado na conquista e na perpetuação das relações de poder. O realismo político de Maquiavel tão bem representado no Príncipe provocou o reordenamento do pensamento, sacando da filosofia e da religião o reinado da ética, colocando, por sua vez, a serviço da política enquanto relações de poder de Estado. Deste modo, a ética como valor, comportamento, princípios e normas ganhou corpo nas doutrinas do Direito que vai se consolidar a partir da teoria do Estado de Thomas Hobbes (1588-1679), desbancando o Direito Natural como matriz do pensamento moderno. A partir de Hobbes, o Direito Positivo ganhou corpo a disseminar nas sociedades a norma geral capaz de regrar o comportamento dos homens em sociedade numa perspectiva do Estado laico. Estas regras diretivas decorrem, sobretudo, das Formas de Governo, que por sua vez, estão assentadas em suas Constituições de Estado.

DEMOCRACIA: Desta feita, a ética deixa de ser velada pela religião ou filosofia e ganha a proteção da política qualificada pela Constituição que rege o governo do Estado. Nos termos da Carta Magna de 1988, o Estado Democrático de Direito tem como fundamento: a soberania; a cidadania; a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. São fundamentos que sustentam todo nosso arcabouço jurídico em direção à formação de uma cultura política que se traduza tanto na educação social como também no projeto político das crianças e jovens em formação escolar. Neste caso específico é importante que a política se transforme em instrumento de disseminação do saber e da distribuição da riqueza, bem como de formas de poder emanado do povo como instrumento de controle social a zelar pela liberdade, não mais só como valor em si, mas, como processo de participação direta a contribuir de forma propositiva nas políticas públicas articuladas, visando à Justiça pautada na igualdade, no trabalho e no desenvolvimento cognitivo e social de nossa gente.

LAVA JARAQUI: Neste contexto, o PT e sua base aliada além de violar as leis constituídas do País afronta a Nação por praticar a corrupção nos aparelhos de Estado, colocando em risco as instituições democráticas, comprometendo, desta feita, toda estrutura das políticas públicas, acelerando ainda mais a desigualdade social com extrema pobreza. Passar o Brasil a limpo é lutar contra a prática da corrupção e da impunidade é fazer com que o povo por meio de suas organizações e movimento sociais participe efetivamente da limpeza ética na política, dando legitimidade as ações dos operadores do Direito que através da Justiça Federal vem mobilizando os meios necessários para punir os responsáveis por toda esta trama social e criminosa concebida e executada pelo governo do PT. Nesta situação é bom deixar claro que a corrupção não tem cor partidária, qualquer partido político, poder instituído ou corporação privada deve responder pelos seus atos perante a justiça sob os holofotes da imprensa para que saibamos que o crime não compensa, que o partido político cumpra com o seu dever constitucional e não se converta na célula do crime, recorrendo ao instituto da imunidade parlamentar para assaltar o cofre público e de forma corrosiva reduza a representação parlamentar em aparato criminoso pondo em risco o poder legislativo e a própria Democracia.

O IMPEACHMENT: A situação do PT como organização criminosa judicialmente comprovada pela Operação Lava Jato, as falcatruas perpetradas pela Presidente Dilma Rousseff, em forma de pedaladas fiscais amparadas pela “contabilidade criativa” mais ainda, a manipulação dos indicadores econômicos que fizeram deste governo um poço de lama. Contudo, os petistas menos iluminados como tarefeiros do partido partem pras ruas gritando palavra de ordem acusando o Impeachment de golpe, vociferando pelos quatros cantos que se trata de uma trama internacional a favor das petroleiras americanas que querem porque querem se apropriar da exploração do pré-sal, como também privatizar a Petrobras e outras narrativas para desviar o foco do Impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Comportam-se como um Pitbull agredindo a todos (as) que apoiam a Operação Lava Jato, a cumplicidade do Lula nas operações criminosas capitaneada pelo partido e, sobretudo, quando se defende judicialmente a criminalização do PT com a cassação do seu registro e dos demais partidos que comprovadamente estiverem envolvidos na urdida trama da corrupção. Além do Impeachment da Presidente da Dilma Rousseff, pensamos que a limpeza deva ser completa com a cassação do Presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e do Presidente do Congresso Nacional Renan Calheiros, ambos do PMDB, que respondem a Justiça por recebimento de propina, conta no exterior e por improbidade administrativa, entre outros crimes do qual são acusados. Das quatro manifestações de rua deste ano o grito “Fora Dilma” tem sido unanime, fato este que se intensifica ainda mais por toda a Nação, a exigir do Congresso Nacional apuração do crime de responsabilidade, matéria esta amparada na Constituição, que resulta no impedimento da Presidente Dilma Rousseff de continuar a frente da Presidente da República, em assim sendo, estando de acordo com a Lei e a vontade do povo – Impeachment Já! Para o bem o Brasil.

Roberto Brasil