Lancha do deputado Sidney Leite é requisitada pelo juiz de Maués

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Dep. Sidney Leite

Dep. Sidney Leite

As eleições em Maués que deveria ser uma festa da cidadania viraram um pesadelo medonho. O juiz eleitoral da comarca do município, Jean Carlos Pimentel dos Santos, e a promotora Yara Rebeca Albuquerque Marinho, proibiram os eleitores de usarem roupas padronizadas com cores dos partidos no dia da eleição, determinaram o toque de recolher no município, nos termos da portaria em vigor.A intimidação e a provocação continua. Desta vez o juiz Jean Carlos Pimentel resolveu requisitar a lancha do deputado Sidney Leite, ex-prefeito de Maués e vice-presidente regional do Pros e um dos coordenadores da campanha do governador José Melo (Pros) no município. Para o presidente do PV, Neto Leite, membro da coligação que apoia Melo, o ato do magistrado “parece coisa encomendada”, por que é dirigido para “tentar frear o avanço da candidatura de Melo na cidade”, explicou o líder do PV local.

A mando do juiz, oficiais de justiça procuraram pelo deputado para notificá-lo. Em não o encontrando, têm abordado seus familiares, inclusive a mãe de Sidney Leite, e demais membros da coligação para formalizar o ato, que não foi consumado por quê o ex-prefeito encontra-se fora do município e as pessoas procuradas pela Justiça recusaram-se a receber a notificação por ser um documento pessoal.

Coisa encomendada ou não, a ordem do juiz Jean Carlos Pimentel dos Santos é mais do que um ato isolado, tem endereço certo e o objetivo claro de imobilizar o coordenador da campanha de Melo em Maués, querendo ou não, favorece a candidatura do Dudu, o Medonho, que conta com o apoio do prefeito de Maués, o padre Carlos Góes (PT).

Compete à Justiça Eleitoral do Amazonas, redobrar suas atuações para o município, combatendo os excessos e o dirigismo eleitoral, garantindo dessa forma a festa da democracia no belo histórico do município de Maués.

  • Ademir Ramos é professor da Universidade Federal do, criador e professor do curso de Ciências Sociais, formado em Antropologia, coordena o Núcleo de Cultura Política da Ufam.
Mario Dantas