Josué Neto vai fiscalizar pessoalmente as barragens de mineração do Pitinga

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Dep. Josué Neto

Dep. Josué Neto

Após abrir espaço para que representantes de órgãos de fiscalização ambiental e de mineração do Amazonas esclarecessem a situação das barragens da Mineradora Taboca, em Presidente Figueiredo, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD) optou por conferir pessoalmente as estruturas. Josué convidou os demais parlamentares e autoridades locais a fazer uma viagem à Mina do Pitinga na próxima semana, apontando que é melhor descartar de vez alguma possibilidade de risco, do que ter que remediar possíveis acidentes.

A decisão do deputado foi tomada após uma Cessão de Tempo à diretora-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ana Eunice Aleixo e ao geólogo e consultor executivo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Fred Cruz, em que ambos afirmaram não haver riscos de rompimento das barragens ou de qualquer acidente semelhante ao de Mariana (MG). O presidente entendeu que é necessário realizar uma vistoria ‘in loco’, com acompanhamento dos parlamentares, Ipaam, DNPM, Ibama e outros orgãos que possam auxíliar na avaliação das barragens.

Durante a Cessão de Tempo, o deputado Dermilson Chagas (PDT) apresentou um vídeo, no plenário, mostrando vazamento de grande quantidade de água, em uma barragem do Pitinga. O presidente disse que as imagens da barragem são preocupantes, e por isso o Parlamento fará a inspeção com objetivo de tirar dúvidas. “Estamos convidando órgãos técnicos para possam explicar o que está acontecendo na barragem, e assim tranquilizar os trabalhadores que estão lá e a população. Queremos sair de lá pelo menos com o sentimento de que cumprimos o nosso dever”, explicou.

Sem riscos

Durante a Cessão de Tempo, a diretora-presidente do Ipaam, Ana Eunice Aleixo, afirmou que não existe risco de rompimento das barragens ou de um acidente semelhante ao de Mariana porque o tipo de barragem existente aqui no Amazonas é diferente e o volume de água é menor.  “As barragens de Mariana chegam a 163 metros e as do Pitinga têm no máximo 12 metros”, começou ela. “É apenas um tanque grande. Então de forma nenhuma a gente corre o risco de acontecer o que aconteceu em Mariana”, afirmou.

O geólogo do DNPM, Fred Cruz, confirmou e disse que o único risco são os resíduos de mineração, como nióbio e urânio, mas que estes estão detidos nas barragens. Sobre o vídeo apresentado pelo deputado Dermilson Chagas, Fred Cruz disse que o vazamento aconteceu em uma barragem de geração de energia, que não é a mesma barragem de mineração e só tem água. “Esse vazamento ocorreu há três meses e já está em manutenção”, afirmou.

Roberto Brasil