José Ricardo convoca secretário de Segurança para explicar aumento de assassinatos na cidade e falar sobre Plano de Segurança para o Estado

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Dep. José Ricardo

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O deputado José Ricardo Wendling (PT) está convocando o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), Sérgio Fontes, para explicar na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) o aumento de assassinatos na cidade, falar sobre o Plano de Segurança Pública e construir propostas a serem apresentadas ao Plano Plurianual (PPA) para 2016/2019. Essa convocação foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Aleam e coube ao presidente, José Ricardo, a definição da data.

No final de semana retrasado, mais de 35 pessoas foram assassinadas, na maior chacina registrada no Estado. E o pior: a maioria dessas vítimas era pessoas inocentes, que não tinha passagem pela polícia e nem devia à Justiça, conforme informou o próprio secretário de Segurança, que ainda prometeu identificar os autores, prendê-los seja quem for para não criar a sensação de impunidade.

“Vou cobrar as promessas do secretário. O Governo deve explicações à sociedade. As estatísticas mostram o descontrole por parte do Estado ou a falta de priorização na segurança pública, uma área tão importante”, declarou. No ano de 2014, aconteceram 749 assassinatos. Mas somente no primeiro semestre deste ano, foram mortos mais da metade das vítimas do ano passado inteiro. Neste último final de semana, foram mais de dez assassinatos; e ontem, dois taxistas também foram mortos. “Onde vamos chegar”?, questionou o parlamentar.

 

Ele também está encaminhando requerimento à SSP reforçando pedido de apuração de todos esses casos; informações quanto às vítimas, quem é quem; e a apresentação dos culpados. “Inocentes foram mortos e não pode ficar por isso mesmo”, disse José Ricardo, considerando que a tônica geral da sociedade era que todas essas vítimas eram bandidos. “Há suspeitas de que os autores seriam policiais, por vingança da morte do sargento da PM; ou acerto de contas entre facções criminosas. Isso tem que ser investigado”.

Áida Fernandes