Jornalistas repudiam privilégio dado pela SSP-AM a um único veículo

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comite-chico-preto-morte-pm-blogdafloresta6Da Redação – A função primordial do jornalista e veículo de mídia é informa sobre determinada notícia se atendo exclusivamente aos fatos. Os setoristas do jornalismo policial, por exemplo, mantém fontes nos órgãos de segurança, judiciário, nas delegacias e penitenciarias. Para dessa forma receber o maior número possível informações e repassar a comunidade. É uma parceria correta e em nada interfere na ética profissional.

No entanto, nos últimos meses no Amazonas vem sendo constatado o privilégio a apenas um veiculo de mídia quando se trata de fato policial. A equipe do BLOGdaFLORESTA e demais profissionais de outras emissoras de rádio, jornal e TV constaram o “privilégio” na tarde de 2 de setembro, quando na rua Colômbia, no Bairro do Parque Dez, houve o latrocínio do sargento PM José Claudio Marques, o “Cajú”, alvejado com inúmeros tiros quando chegava na sede do PMN.

Quando os policiais civis, militares e peritos faziam o levantamentos de dados sobre o assassinato, a imprensa, como de praxe colocou-se atrás da faixa de isolamento. No entanto, um profissional de determinado veículo permaneceu o tempo todo na área isolada. Pegando os melhores ângulos e as primeiras informações. Pedimos licença para também se aproximar do fato, quando um Policial Militar informou ser proibido. Questionamos o por quê então de outro profissional está no local “proibido”, quando o Policial Militar tascou: “Ele tem autorização”.

Mais autorização de quem mesmo? Qual a contribuição que tal profissional de imprensa vai conceder aos peritos sobre o crime naquele exato momento? E desde quando tal procedimento vem ocorrendo com crimes dessa natureza na Capital do Estado? São resposta que esperamos o Secretário de Segurança Pública possa dar quando acionada pelo Sindicato dos Jornalista sobre tal fato, afinal, o crime foi numa área pública e todos os demais repórteres e jornalistas respeitaram as regras impostas pela Polícia e não receberam nenhum privilegio.

Se o arranjo ocorre dentro da SSP a apenas um veículo então fere de forma vil as regras jornalística e o feedback entre os profissionais e suas fontes.

Roberto Brasil