IV Congresso de Secretários Municipais de Saúde

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congresso-secretarios-de-saude-blogdafloresta 04Nesta terça feira (17), no Hotel Da Vinci, bairro Adrianópolis, zona centro sul de Manaus, continua o IV Congresso de Secretários de Saúde do Amazonas, na programação a oficina sobre o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica e o debate sobre as mudanças na atual configuração das regiões de saúde e o projeto sobre Plano Diretor de Hospitais.

Segundo o Presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems), Januário Neto, um dos objetivos do evento é fomentar a questão educacional. “Todas as políticas públicas do pais são feitas de costas à região norte, temos autoridades do Ministério de Saúde que não conhecem a nossa realidade que é única, estamos procurando a sustentabilidade, a otimização dos gastos em saúde e a continuidade do financiamento qualitativo no Amazonas”, disse. Preocupado com a situação do financiamento para esta área explicou que o dinheiro só vai durar ate agosto e nos hospitais ate final do ano no melhor dos casos.

“Todas as políticas públicas do pais são feitas de costas à região norte", frisou Januário Neto

“Todas as políticas públicas do pais são feitas de costas à região norte”, frisou Januário Neto

Explicou ainda que o interior sobrevive com ajuda do Governo do Estado e agradeço a parceria, os municípios tem gasto um 26% do seu orçamento e não recebem do Governo Federal nada. Com todas suas deficiências, o SUS continua sendo a melhor opção para os pacientes, pois oferece consulta e exames laboratoriais assim como especialidades são atendidos e que nem os ricos querem pagar, sendo assim 90% da população é SUS dependente.

Juruá, Purus, Madeira e Alto Rio Negro merecem prioridade

Segundo Januario Neto, a situação difícil pela que se encontra a saúde é pela falta de politização e algumas medidas judiciárias e o maior gargalo é o tratamento fora de domicilio que o Governo do Estado custeia no transporte de pacientes (via aérea) a pacientes graves. (exemplo Tefé a Manaus o custo de R$ 20 mil por pessoa). Outra dificuldade é o atraso de dois messes do pagamento, repasse que afeta alem da falta de medicamentos entre outros.

Indicou também que os municípios de Juruá, Purus, Madeira e Alto Rio Negro devem merecem atenção prioritária das autoridades para melhorar suas condições de atenção em saúde.

O secretário de saúde do município de Autazes, Hítalo Diego Mendonça Paiva, afirmou que a situação é difícil. “Tentamos encontrar estratégias na atenção básica e trabalhamos mais na prevenção, temos 14 equipes de saúde da família muito atuantes, agora estamos no combate ao Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Também realizamos o primeiro simpósio da tuberculose e a partir daí implementamos um laboratório para exames, estamos trabalhando nas doenças da hanseníase e a malaria”, destacou o secretário. Ele destacou o Programa Saúde na Escola e o trabalho conjunto com as outras secretarias a fim de lograr resultados positivos.

"Tentamos encontrar estratégias na atenção básica e trabalhamos mais na prevenção", afirma Hítalo Paiva

“Tentamos encontrar estratégias na atenção básica e trabalhamos mais na prevenção”, afirma Hítalo Paiva

Incremento das equipes de saúde ribeirinhas

A representante do Ministério da Saúde, Mônica Kafer, avaliou de importante o evento, para conhecer a realidade da região e a  troca de experiências e destacou o tema da autoavaliação.  “Apresentamos um instrumento, o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), pouco divulgado para atenção básica de saúde e que podem ser usados na Amazônia Legal. São 70 mil reais por equipe (ribeirinha) com isto os municípios podem aceder e ampliar seus recursos humanos para melhorar a atenção nestas áreas do rio”, concluiu.

Uma oficina foi realizada para explicar o PMAQ do Ministério da Saúde, implantado em 2011 com o objetivo de incentivar a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos. O PMAQ é um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde da Atenção Básica, em seu território. O programa eleva os recursos do incentivo federal para os municípios participantes, conforme o padrão de qualidade atingido no atendimento.

Apresentamos um instrumento [PMAQ] pouco divulgado para atenção básica de saúde e que pode ser usados na Amazônia legal

“Apresentamos um instrumento [PMAQ] pouco divulgado para atenção básica de saúde e que pode ser usados na Amazônia Legal”, destacou Mônica Kafer

No terceiro dia, os diretores de unidades hospitalares do interior terão rodadas de reuniões com o secretário Pedro Elias e o secretário-adjunto de Atenção Especializada do Interior, Roberto Maia, e debaterão assuntos como mudanças na atual configuração das Regiões de Saúde e o projeto sobre Plano Diretor de Hospitais, que está sendo desenvolvido pela Susam em parceria com Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração (HCor).

A programação do dia 18 incluirá temas como a legislação atual dos hospitais de pequeno porte, o Programa Mais Médicos, Programa Estadual de Tratamento Fora de Domicílio, o Programa de Cirurgias Eletivas e projeto de informatização da Rede de Atenção Primária no Interior do Estado. Encerrando o congresso, na quinta-feira (19), os gestores assistirão a palestras de representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público Estadual (MPE) sobre “Questões Jurídicas e Contábeis dos Fundos Municipais de Saúde” e “Efetivação do Direito à Saúde”. (Mercedes Guzmán – Fotos: Áida Fernandes)

Roberto Brasil