Israel e Hamas podem se unir contra o Estado Islâmico

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Para evitar o fortalecimento do Estado Islâmico na região, Israel e Palestina podem fazer acordo

Para evitar o fortalecimento do Estado Islâmico na região, Israel e Palestina podem fazer acordo

O avanço da facção radical Estado Islâmico (EI) criou uma aliança improvável no Oriente Médio. Israelenses e palestinos, envolvidos em décadas de conflitos e de agressões mútuas, começam a estabelecer uma estratégia conjunta contra o inimigo comum.

Governos dos dois lados agem contra o aparecimento de milicianos do EI, animados com as vitórias na Síria e no Iraque. O principal ponto de preocupação é a Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islâmico Hamas.

 Para alguns, essa preocupação similar pode levar a uma cooperação, mesmo que indireta e secreta, entre Israel e Hamas.

Segundo relatos não confirmados, nos últimos meses Israel tem conversado, de maneira indireta, com o Hamas no Qatar e na Europa. A mediação estaria sendo feita pelas Nações Unidas.

A ideia seria chegar a uma “hudna” (calmaria) entre os dois lados para que ambos possam tomar medidas contra discípulos do EI sem retomar o conflito do ano passado, que deixou mais de 2.300 mortos (2.251 palestinos e 73 israelenses).

“Não sei se o Hamas e Israel vão negociar diretamente, mas sim existe um interesse dos dois lados em colaborar para evitar o fortalecimento do Estado Islâmico na região”, diz a especialista israelense em contraterrorismo e em marketing estratégico, Anat Hochman-Marom.

Mais de cem jovens palestinos se juntaram às fileiras do Estado Islâmico na Síria e no Iraque desde 2014. Já os israelenses contam mais de 30 voluntários árabes-israelense que se uniram ao Estado Islâmico. Folha de São Paulo

Áida Fernandes