Indígenas venezuelanos começam a ter aulas de Português Instrumental

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Indígenas venezuelanos da etnia Warao, que estão abrigados em uma das casas de acolhimento disponibilizadas pela Prefeitura de Manaus, no bairro Alfredo Nascimento, zona Norte, iniciaram na quarta-feira, 28/3, o curso de “Português Instrumental”. As aulas seguem até o dia 2 de maio, sempre às segundas, terças e quartas-feiras, das 8h às 10h.

O projeto está sendo realizado pela Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi) e faz parte da ajuda humanitária oferecida pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, aos indígenas venezuelanos que migraram para Manaus fugindo da crise econômica e social em seu país de origem.

“O principal objetivo é que eles consigam se comunicar, seja numa mercearia para fazer compras ou para vender os produtos de artesanato que eles produzem, por exemplo. Isso vai melhorar a inclusão social dessas pessoas e até ampliar as chances de ingressar no mercado de trabalho”, afirmou a diretora do Departamento de Educação e Aperfeiçoamento (Deap) da Espi, Jeânia Bezerra.

Essa é a primeira turma da programação da Escola de Serviço Público destinada a esse público. Na próxima quarta-feira, 4/4, terá início a segunda turma do curso, que acontecerá às quartas, quintas e sextas-feiras, das 14h as das 16h, até o dia 9 de maio.

Parceria

A Espi realiza o curso em parceria com Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), que disponibilizou dois intérpretes para fazer a tradução do português para o espanhol, facilitando a comunicação entre professor e alunos, e com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), que disponibilizou o espaço físico para a realização das aulas.

A Semmasdh também possui uma equipe multidisciplinar com psicólogo, antropólogo, assistente social e intérpretes para atender esses imigrantes. Atualmente, 152 indígenas estão abrigados nas três casas de acolhimento da Prefeitura de Manaus.

Roberto Brasil