Hissa e bancada amazonense pedem reanálise sobre terras em Unidades de Conservação

By -

Hissa_Planalto

O deputado federal Hissa Abrahão (PDT-AM) juntamente com membros da Bancada do Amazonas entregou, na manhã desta quarta-feira (6), ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o manifesto contra a forma como foram criadas cinco Unidades de Conservação e duas portarias para a demarcação de terras indígenas no Amazonas. O ato de criação ocorreu no dia 11 de maio deste ano e foi assinado pela presidente afastada Dilma Rousseff.
No Palácio do Planalto, Hissa Abrahão pediu que o governo federal reveja a decisão tomada por Dilma. De acordo com ele, a proposta assinada pelos deputados e senadores amazonenses é baseada no apelo dos membros da agricultura e pecuária dos cinco municípios atingidos pelo ato presidencial.

Hissa ressalta que no despacho da presidente Dilma, estudos técnicos não foram realizados e os produtores rurais ficam prejudicados com a criação das unidades e demarcações. “Somos contra a forma com que foi feita as portarias e unidades de conservação. Sou a favor da proteção do meio ambiente, da sustentabilidade. Mas faltou sensibilidade do executivo federal, uma vez que centenas de produtores rurais há anos sobrevivem e produzem renda daquelas áreas. Hoje, estão impossibilitados de atuarem na região. Pedimos que o governo reveja o decreto, pois na legislação que regulamenta a criação de uma Unidade de Conservação é obrigatório que se tenha um estudo técnico do local e de consulta pública que permitam identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a unidade. E isso só foi feito em dois municípios, e não em cinco, como o decreto autorizou”, comentou.

O deputado federal disse que o governo federal precisa ouvir os agricultores e os moradores da região, inclusive os que receberem financiamento do Banco do Brasil . “Eles não foram ouvidos. Serão prejudicados. Não vão poder explorar a terra. Eles podem explorar, de maneira, ecologicamente correta, além do que, a área é mínima. É possível chegar num consenso”, finalizou.

Mario Dantas