Greve dos bancários completa 16 dias com 56% das agências fechadas

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A greve dos bancários completou 16 dias nesta quarta-feira e registrou leve aumento no número de adesões à mobilização. Na segunda-feira 13.071 agências não funcionaram e, hoje, o número subiu para 13.096 agências fechadas. Bancos e trabalhadores já se reuniram oito vezes sem chegar a um acordo. As instituições oferecem 7% de reajuste salarial e os bancários querem 14,78%.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiros (Contraf-CUT), essa é a paralisação com maior adesão da história.

Roberto von de Osten, presidente da Contraf-CUT, critica o “silêncio dos bancos”, que ainda não convocaram nova rodada de negociação.

— Os bancos usaram a velha tática de permanecerem em silêncio para que a angústia tome conta de nossa greve. Mas novamente os corajosos e indignados participantes desta greve de protesto resistem — disse Osten.

A data-base dos bancários é 1º de setembro. A pauta de reivindicações foi entregue pela categoria no dia 9 de agosto. Depois de cinco rodadas de negociação, os bancos formalizaram no dia 30 de agosto sua primeira proposta: de reajuste de 6,5% e abono de R$ 3 mil. Foi aí que os bancários decidiram pela greve. No primeiro encontro na mesa de negociação após o início da mobilização, a Federação dos Bancos (Fenaban) melhorou a proposta para os atuais 7%. Nas duas reuniões seguintes os bancos mantiveram sua oferta.

A categoria também reivindica participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

Áida Fernandes