Governo economiza 40% com compra de medicamentos em laboratórios

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O Governo do Amazonas conseguiu um desconto de 40% com a compra de medicamentos diretamente dos laboratórios farmacêuticos oficiais autorizados pelo Ministério da Saúde, para abastecimento das unidades de saúde da capital e do interior. A compra nessa modalidade foi no valor de R$ 6 milhões. Caso os medicamentos fossem adquiridos pelo processo de licitação, como é comumente realizado, o custo seria de R$ 10 milhões.

 

Os laboratórios em que foram comprados os novos medicamentos são o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) do Rio de Janeiro (RJ), organização que integra o complexo técnico-científico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde (MS); a Fundação para Remédio Popular do Estado de São Paulo (Furp) e o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafep).

 

A compra direta nos laboratórios oficiais segue as diretrizes do Ministério da Saúde (MS). Para a aquisição dos medicamentos se abre um processo de compra direta e, com isso, há a formalização de um contrato com o laboratório oficial, empenha-se o dinheiro e se recebe o medicamento com a nota para pagamento.

 

Através do Plano Emergencial da Saúde, lançado pelo governador David Almeida no último dia 17 de maio, a modalidade de compra voltou a ser praticada. Há muito tempo não se realizava no Governo do Estado a compra direta de laboratórios. “O governador (David Almeida) determinou que tudo que pudesse ser comprado dessa forma era para comprar. Em princípio, encontramos os três laboratórios oficiais cerca de 60 itens que já foram adquiridos e devem estar disponíveis aqui na Central de medicamentos, em no máximo 20 dias”, revelou Erick Barbosa, diretor da Central de Medicamentos.

 

Entre os medicamentos que compõem a lista dos 60 novos itens estão antibióticos, antiflamatórios e analgésicos. Cerca de 70% serão destinados aos municípios do interior.

 

 

Os novos medicamentos somam-se aos 526 itens de medicamentos e de materiais hospitalares, adquiridos no mês passado, para abastecimento das unidades de saúde do Amazonas. Segundo Erick Barbosa, as unidades de saúde do interior estão sendo atendidas em suas necessidades de abastecimento. “Boa parte desses 60 itens serão para abastecimento do interior que já tem apresentado uma melhora na quantidade de itens que estão sendo atendidos desde o mês passado. E a tendência é que esse número aumente com esses novos itens”.

Mario Dantas