Governo do ES indicia 703 PMs, corta salários e ameaça com expulsões

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O comandante da PM, coronel Nylton Rodrigues (à esq.), e o secretário de Segurança do ES, André Garcia, anunciam medidas do governo contra os policiais aquartelados

Ao menos 703 policiais militares do Espírito Santo foram indiciados, nos últimos dois dias, pelo governo estadual por participação no movimento que deixou o Estado sem policiamento desde sábado (4). O número corresponde a mais de 7% dos 10 mil PMs que compõem o efetivo da força no Estado. Eles terão o ponto cortado a partir do início da paralisação, há uma semana, e não irão receber as férias, segundo o comandante da PM, coronel Nylton Rodrigues.

O número de indiciamentos, porém, deve crescer, avalia o coronel. “É a primeira leva”, complementou o secretário de Segurança capixaba, André Garcia. “Estamos diante da prática de crimes militares”, disse, lembrando que isso impactará em “consequências quanto às carreiras desses indivíduos aquartelados”.

Entre os 703 indiciados estão cabos, soldados e subtenentes. Para o comandante, “esse movimento caracteriza-se pelo envolvimento dos PMs com menos tempo de serviço”. Os policiais negam e dizem que membros de alta patente também apoiam a mobilização dos familiares.

Roberto Brasil