Governo do Amazonas promove VI Feira de Economia Solidária

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feira-economia-solidaria-1Mais de 70 empreendedores individuais e artesãos estão comercializando produtos nos segmentos de ecojoias, biojoias, cosméticos, culinária regional e artigos natalinos nesta sexta edição da Feira de Economia Solidária, que acontece até esta quarta-feira, 23 de dezembro, das 15h às 22h, na Arena Amadeu Teixeira, bairro Flores, zona centro-oeste da capital. A feira tem o objetivo de consolidar a economia solidária no Amazonas, que consiste na comercialização de produtos feitos por cooperativas e artesãos amazonenses.

O evento é uma realização do Governo do Amazonas, por meio das secretarias estaduais de Trabalho (Setrab) e de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e do Fórum Estadual Amazonense de Economia Solidária (Faes). O espaço é aberto ao público e conta com várias opções de presente de Natal, além de ser uma oportunidade para que as pessoas possam conhecer trabalho de empreendedores que fazem suas produções com o reaproveitamento de materiais descartáveis, oferecendo alternativas para um desenvolvimento sustentável e equilíbrio da natureza.

A empreendedora Alessandra Barbosa, 36, atua no ramo de biojoias há 10 anos e vê a participação na feira como uma oportunidade para divulgar suas produções. “Como não temos local fixo para vender nossos produtos, a feira oferece muitas chances para vendermos por causa da participação de muitas pessoas e isso é muito importante para muitos trabalhadores”.

feira-economia-solidaria-2Conforme o secretário da Setrab, Breno Ortiz, entre os apoios do Governo do Amazonas oferece para fortalecer a economia, está a participação dos artesãos e empreendedores individuais nas feiras instaladas durante os grandes eventos culturais do Estado. “O Governo do Estado tem priorizado o fortalecimento da economia solidária, apoiando, fomentado e oferecendo apoio técnico por meio da Setrab aos grupos de trabalhadores que buscam coletivamente ou individual, se inserir no mercado através da produção, comercialização e prestação de serviços, proporcionando oportunidades de participar de grandes eventos”, explicou.

Equipamentos – Durante a abertura da IV Feira de Economia Solidária, realizada na terça-feira, dia 21, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) entregou 50 equipamentos agrícolas, de informática e de escritório para fomentar a economia dos municípios de Nova Olinda do Norte, Parintins, Humaitá, Novo Aripuanã, Tabatinga, Benjamin Constant, Eirunepé, Carauari, Barcelos e Manaus.

Foram entregues duas máquinas beneficiadoras de café; uma lancha com 20 lugares, banheiro e ar condicionado; cinco aparelhos de ar condicionado; 16 computadores completos; 10 impressoras de papel; nove Datas Show; oito mesas de escritório; 10 caixas amplificadoras de som com microfone; um televisor  de 42’; uma mesa de reunião e três no-breaks, oriundos de um convênio com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e dois contratos de repasse com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Caixa Econômica Federal (CEF) no valor total de R$ 264 mil.

feira-economia-solidaria-3Segundo a titular da Sejusc, Graça Prola, o Governo Estadual vem desenvolvendo projetos em parceria com os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Trabalho, Emprego e Renda para a melhoria da qualidade de vida das famílias amazonenses. “São dois projetos grandes. Com o Ministério do Desenvolvimento Agrário estamos implementando o projeto do Amazonas Social e Territorial, que é um projeto de organização dessas comunidades no sentido de fazer valer a questão dos direitos da terra, das trabalhadoras rurais e implantando os bancos comunitários já no projeto com o Ministério do Trabalho, Emprego e Renda”.

Melhorias – O líder comunitário Ozório Dias, 63, da comunidade de Paquequar, a 156 quilômetros da sede do município de Nova Olinda do Norte, recebeu duas máquinas para produção de café. Ele conta que o processo de produção deve melhorar e ajudar diretamente na renda da mais de 200 famílias da região. “Agora vamos melhorar a produção do nosso café, porque antes vendíamos o café com casca e tudo, mas agora vamos poder despalhar o café para agregar o valor. Acredito que a nossa comunidade será muito bem beneficiada”, disse.

Roberto Brasil