Governo do Amazonas promove cursos profissionalizantes para apenados do Projeto Dignidade Carcerária

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A meta deste ano é atender aproximadamente 300 internos

A meta deste ano é atender aproximadamente 300 internos

Profissionalização é o principal objetivo da terceira edição do Projeto Dignidade Carcerária, que pretende, através de cursos, promover a ressocialização de albergados e internos do Sistema Penitenciário do Amazonas. O projeto, realizado pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), tem parceria da organização não governamental Organização Cívica da Amazônia (OCA). A terceira edição do projeto foi lançada no último sábado, 9 de maio.

A meta deste ano é atender aproximadamente 300 internos dos diversos estabelecimentos prisionais da capital e do interior do Estado, tendo início pelo regime semiaberto feminino. “Estamos muito felizes em proporcionar estes cursos para as internas do semiaberto, pois é mais uma chance que terão de se inserir no mercado de trabalho. Sempre tivemos a visão de que essa é a principal maneira de se atingir a sonhada ressocialização e trabalhamos incentivando as presas”, afirmou a diretora da unidade de semiaberto feminino, Suely Borges.

Dentro da Seap, a Gerência de Reintegração Social e Capacitação faz a triagem dos beneficiários e o acompanhamento psicossocial dos participantes. “São beneficiados com as ações do projeto os apenados que possuem bom comportamento e que estão em vias de progressão de regime ou cumprindo penas alternativas com restrição de final de semana”, explicou , segundo a gerente do setor, Zuleide Nogueira.

DIGNIDADE-CARCERARIA-CURSO-02A OCA, presidida por Mário Lúcio da Silva, tem como missão aplicar os cursos de capacitação profissional e desenvolver atividades que possam contribuir para a ressocialização dos internos, disponibilizando o material didático necessário e os instrutores para aplicação dos cursos e oficinas.

Renilda Fonseca, 37, se alegra em contar que durante sua trajetória dentro do sistema prisional sempre aproveitou as oportunidades para ocupar o tempo e aprender. “Fiz curso de panificação, de artesanato, de manicure e vários outros. Hoje, vivo das coisas que sei fazer e pude transformar a minha vida”, declarou.

Dentre os cursos de formação profissional básica estão Office-boy, Conservação e Limpeza, Auxiliar Administrativo, Recepcionista e Telefonista, Hotelaria, Beleza da Mulher, Maquiagem, entre outros. Nos anos de 2013 e 2014, um total de 311 apenados do sexo masculino e feminino foram certificados.

Roberto Brasil