Governo decreta situação de emergência no estado, como ação preventiva a epidemias de Dengue, Chikungunya e Zika vírus

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O Governo do Amazonas decretou situação de emergência, no estado, em virtude da probabilidade de desencadeamento de situações epidêmicas de Dengue, Chikungunya e Zika vírus, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No caso de Manaus, o Governo homologou a situação de emergência, já decretada pela Prefeitura. Os decretos, assinados pelo governador José Melo, foram publicados no Diário Oficial do Estado e têm vigência de 180 dias.

Com o decreto, o Amazonas segue a mesma linha já adotada pelo Ministério da Saúde, que declarou situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), em decorrência da associação do Zika vírus com o aumento de casos de microcefalia no Nordeste do País.

O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, explica que a medida é preventiva e segue as orientações do governo federal, que tem emitido alertas para que sejam adotadas ações emergenciais para o combate ao Aedes aegypti. “O Amazonas, pelo clima tropical, é normalmente considerado como área de risco potencial para proliferação do mosquito, por isso, as ações precisam ser intensificadas. Estamos com os casos sob controle, com índices dentro da normalidade, mas é preciso entender que há uma situação de anormalidade no país, com relação ao Zika vírus, principalmente. Estamos reforçando com todas as Prefeituras, para que elaborem planos de ação para o combate ao mosquito transmissor das três doenças”, ressaltou Pedro Elias.

Indicadores – No Amazonas, de acordo com Pedro Elias, foram notificados 34 casos suspeitos de Zika vírus. Dois já foram descartados por critério clínico e onze por critério laboratorial. Apenas um foi confirmado, de transmissão autóctone (infectado dentro do estado). Restam, ainda, 20 casos suspeitos, sendo 6 gestantes. Todos são com ocorrência em Manaus.

Conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), em 2015, em todo o Estado, foram registrados 7.191 casos de Dengue. Em relação à febre Chikungunya, neste ano foram notificados 152 casos da doença no Amazonas, somente 12 confirmados, 75 descartados e 65 permanecem sob investigação. Dos 12 casos confirmados, cinco foram de transmissão autóctone e os sete restantes “importados” (o doente foi infectado fora do estado).

Unidades-sentinela – Como parte das ações adotadas pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam) para reforçar o monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika vírus, foram estabelecidas quatro unidades sentinelas (de referência): o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e o Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste, na rede pública e o Hospital Adventista, da rede particular.

Além disso, a Susam expediu notas técnicas, assinadas em conjunto com o município, contendo orientações a serem adotadas nas maternidades e no atendimento ao pré-natal, na atenção básica.

Mario Dantas