Governador José Melo defende adoção de medidas pelo Governo Federal para fortalecer a Zona Franca de Manaus

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A agenda comum da região deve envolver temas como a produção de alimentos, destacou José Melo

A agenda comum da região deve envolver temas como a produção de alimentos, destacou José Melo

O governador do Amazonas, José Melo, vai liderar a recriação do Fórum de Governadores da Amazônia, que terá a missão de apresentar a presidente Dilma Rousseff uma agenda de prioridades dos Estados do Norte para desenvolver a região e superar gargalos. Nesta segunda-feira, 4 de maio, José Melo recebeu o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e defendeu uma pauta de projetos para fortalecimento da Zona Franca de Manaus, incentivo à exploração de novos polos econômicos, e redução das dificuldades logísticas, como a retomada da recuperação da BR-319.

Designado pela presidente Dilma a construir uma agenda de desenvolvimento do país pós-ajuste fiscal, Unger afirmou que a região amazônica terá papel fundamental na estratégia de fazer o país crescer frente ao novo cenário econômico. A orientação é buscar experiências de vanguarda e potencialidades regionais que precisem de fomento para avançar. “O governo central está procurando definir uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil, capacitadora e produtivista. Um produtivismo includente. E a Amazônia pode ser vanguarda desta alternativa nacional. Na Amazônia, o Brasil terá uma segunda chance”, frisou o ministro.

jose-melo-e-ministro-mangabeira-02Unger propôs ao governador José Melo que lidere a reabertura das discussões do Fórum dos Governadores. A meta é construir com os governadores dos Estados da região uma agenda comum de investimentos e potencialidades que precisam de apoio do Governo Federal. “Depois de construída, essa agenda será discutida do ponto de vista político com o Governo Federal, e nós teremos de ter a força de todos os governadores”, disse o ministro.

Para José Melo, a agenda comum da região deve envolver temas como a produção de alimentos, o desenvolvimento da piscicultura e da mineração. O governador afirmou que pretende discutir também mudanças nas formas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que têm sido desfavoráveis aos Estados do Norte.

jose-melo-e-ministro-mangabeira-03Pauta do Amazonas – Durante a reunião na sede do Governo do Estado, na zona oeste de Manaus, José Melo apresentou ao ministro Mangabeira Unger uma pauta de projetos prioritários com foco na diversificação da matriz econômica do Amazonas. O governador pediu apoio às iniciativas em andamento pelo governo estadual para a criação de um polo naval, de indústria gás-química e de fertilizantes, e o incentivo ao surgimento de uma indústria de biocosméticos e medicamentos, a partir de produtos extraídos da floresta amazônica.

Um dos pontos da conversa foi o reforço aos investimentos em educação, ciência e tecnologia. José Melo destacou ainda a busca por uma solução para o impasse com o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

O governador do Amazonas defendeu, ainda, medidas para fortalecer e aumentar a competitividade da Zona Franca de Manaus, principalmente com melhoria nas condições de infraestrutura logística, superando os obstáculos com a pavimentação da BR-319. Ainda para o polo industrial, José Melo afirmou que o governo trabalha para explorar novos nichos econômicos com produtos feitos a partir das riquezas da floresta. A expectativa é atrair para o Polo Industrial de Manaus (PIM) as fabricantes de insumos das grandes multinacionais, medida que aumentaria a geração de emprego.

Outro pleito para o setor industrial é a liberação dos recursos contingenciados da Suframa, que este ano devem chegar a R$ 350 milhões. A verba é paga pelas empresas com taxas administrativas e seria destinada a investimento em infraestrutura dos Estados da área de influência da Zona Franca. Parte desses recursos já foi usada em obras de infraestrutura nos Estados de influência da ZFM, como a construção do campus da Universidade do Acre, e a urbanização em Roraima, Macapá e no Amazonas, mas atualmente estão bloqueados.

Roberto Brasil