Governador José Melo abre o ano letivo de 2016 inaugurando a primeira escola pública bilíngue em japonês do Brasil

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"Espero fazer isso com outras línguas de países que tem uma grande colônia aqui no Amazonas", disse Mello

“Espero fazer isso com outras línguas de países que tem uma grande colônia aqui no Amazonas”, disse Mello

O Amazonas ganhou nesta segunda-feira, 15 de fevereiro, o primeiro colégio público bilíngue em japonês do Brasil. Inaugurada pelo governador José Melo, a Escola Estadual de Tempo Integral Djalma da Cunha Batista, na zona leste de Manaus, marca a abertura do ano letivo de 2016 para os mais de 515 mil estudantes da rede estadual do Estado.

Durante a solenidade, o governador afirmou que cerca de R$ 280 milhões serão aplicados este ano na ampliação e melhoria da rede escolar na capital e no interior. Em 2016, o orçamento da pasta terá um crescimento e contará com um montante de R$ 2,2 bi, chegando a 25,5% do orçamento total do governo. A medida dá início a meta de elevar em 30% a fatia do orçamento destinado ao setor.

“Na educação, não negociamos, mesmo enfrentando a crise. Tanto é que estamos investindo 280 milhões em obras na educação. Escolas de tempo integral, quadras, escolas comuns, para que na ambiência escolar alunos e professores possam desenvolver o trabalho da educação de forma mais confortável. Este ano, mesmo com toda a crise, conseguimos aumentar em meio ponto percentual. E faremos isso sucessivamente ao longo dos anos para mostrar ao Brasil que é possível”, frisou.

escola-bilingue-jose-melo-03José Melo disse que a educação em tempo integral será prioridade de seu governo e anunciou que até março duas escolas no modelo serão Inauguradas em Manaus, o CETI do lago Azul e do Conjunto Viver Melhor. Manacapuru, Borba, Coari e Humaitá também estão com escolas em fase final de obras para inauguração ainda este ano. “Continuamos com os projetos da escola de tempo integral, que são as escolas do presente e do futuro. Em uma parceria muito importante com os municípios para dar um upgrade no nível de ensino dos municípios com o Pacto pela Educação”, destacou.

Escola bilíngue – Tradicional escola amazonense inaugurada em 1980, a unidade de ensino está localizada na avenida General Rodrigo Octávio, nº 1.600, bairro Coroado I, em frente à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo o governador, o projeto inédito no país é o pontapé para a criação de novas escolas bilíngues.

“Espero fazer isso com outras línguas de países que tem uma grande colônia aqui no Amazonas. Temos que preparar nosso povo para o mercado de trabalho e, sem sombra de dúvidas, isso passa pelo aprendizado de outro idioma. Desta forma, esperamos que outras instituições possam se agregar às nossas escolas para que o ensino dessas línguas possa acontecer”, disse Melo.

escola-bilingue-jose-melo-01O Cônsul Geral do Japão no Brasil, Kazuo Yamazaki, elogiou a iniciativa do Amazonas. “É um projeto inédito. O governo japonês está sensibilizado pela iniciativa do governo estadual do Amazonas e compartilhando a importância da educação, o governo japonês decidiu colaborar no sentido de participar do projeto”.

“É mais um projeto inovador do Governo do Estado que pretende marcar a educação e o desenvolvimento de centenas de crianças e jovens. Além de funcionar com o projeto de educação em tempo integral, no qual o estudante terá acesso a conteúdos reforçados, desporto, iniciação científica, além de alimentação, a escola marcará o início de um novo ciclo na educação em nosso Estado, oferecendo ensino bilíngue de qualidade”, frisou o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva.

O projeto de escola bilíngue que será desenvolvido pelo Governo do Estado via Seduc, conta com parceria institucional do Consulado Geral do Japão em Manaus, da Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental (Nipaku) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

escola-bilingue-jose-melo-04“Acreditamos que o ensino bilíngue marcará o processo de desenvolvimento dos alunos que serão atendidos pela escola que, além do ensino formal, procurará difundir aos estudantes valores observados na sociedade japonesa. É nosso objetivo, por exemplo, que os estudantes absorvam valores de coletividade, paz, respeito às diferenças e honestidade”, frisa o gestor da Escola Estadual Djalma Batista, Orlando Moura.

O valor da obra educacional foi de R$ 10.522.510, 29 e após reforma e ampliação, a Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Djalma da Cunha Batista passa a contar com 25 salas de aula, salas de leitura, quadra poliesportiva, piscina semiolímpica, auditório, biblioteca, sala de artes, laboratório de ciências, brinquedoteca, videoteca, laboratório de informática, refeitório, sala de jogos, gabinete odontológico, enfermaria, sala de descanso e academia. Todo o espaço escolar é adaptado para o atendimento a pessoas com necessidades especiais.

A escola possuirá capacidade para atender mil estudantes, oferecendo a modalidade de tempo integral em ensino fundamental do 6º ao 9º ano. A instituição de ensino contará ainda com 50 profissionais, sendo 50 professores e dez servidores administrativos.

Roberto Brasil