Governador José Melo abre Fórum Matriz Econômica Ambiental do Estado

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Gov. José Melo

Gov. José Melo

O Governo do Amazonas realiza, nos dias 1° e 2 de março, o Fórum Matriz Econômica Ambiental do Estado. O evento tem o objetivo de discutir com a sociedade civil as bases de construção para um novo modelo de desenvolvimento sustentável do Estado. O fórum será realizado no hotel Amazônia Golf Resort, no quilômetro 64, da rodovia AM-010, e contará com a presença de 90 convidados, incluindo organizações não governamentais (ONGs), secretários de Estado, técnicos, embaixadores, além de representantes da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

A iniciativa é liderada pelo governador do Amazonas, José Melo. O evento tem como base os princípios estabelecidos pela Política Estadual de Serviços Ambientais, sancionada em dezembro de 2015, e foi criado a partir dos encontros do governador e da equipe do Amazonas com personalidades brasileiras e estrangeiras na 21ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 21), realizada em Paris, na França, em dezembro de 2015. O fórum é uma preparação para as atividades que serão realizadas em junho deste ano no Amazonas, mês do Meio Ambiente.

De acordo com o governador José Melo, o fórum é um marco político fundamental para o Amazonas, uma vez que consolida a evolução das políticas públicas ambientais para uma matriz econômica ambiental e possibilita novos investimentos e modo de gestão. “É uma reunião preparatório para um grande encontro que vamos realizar no mês de junho. O eixo principal é construir uma nova matriz de desenvolvimento sustentável para o Amazonas. Quero fazer isso com os ambientalistas e as ONGs, pois quero que o peixe que vai sair daqui enlatado tenha o selo de entidades que o mundo respeita, para ter a marca da sustentabilidade ambiental e econômica como o grande diferencial para acessar os mercados consumidores”, disse.

José Melo destacou que três eixos serão discutidos durante o Fórum. “Queremos trabalhar três eixos. O primeiro é uma matriz econômica sustentável para o Amazonas, que será implantada nas áreas degradadas do Estado, criando peixe em cativeiro e fruticultura. Se fizermos isso no nosso 1% de área degradada, seremos o maior produtor de peixe do país. A outra é a BR-319, o seu asfaltamento com as garantias de preservação do ecossistema. E a terceira vertente é a ciência e tecnologia, buscando mecanismos para trazer o conhecimento de pesquisas sobre a Amazônia para a nova UEA. Também quero inserir a questão das queimadas, e obter recursos para treinar brigadas no interior e adquirir equipamentos para controlar esses incidentes”, afirmou.

Roberto Brasil