Geólogos defendem exploração mineral como saída para vencer a crise

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Citando os municípios de Coari e Presidente Figueiredo, que são os dois municípios do Amazonas que optaram pelo setor mineral e por isso não estão de pires na mão diante da crise econômica no Estado e no país, o deputado Sinésio Campos (PT) abriu quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a Sessão Especial pelo Dia do Geólogo, comemorado no dia 30 de maio, com homenagens a profissionais e professores de geologia.

Apesar de ter sua formação em filosofia e ter seguido a carreira do Magistério, o deputado Sinésio Campos disse que tem grande afinidade com a questão geológica, sendo atualmente um dos políticos que mais defendem a exploração das potencialidades minerais no Amazonas, estando à frente da implantação da mineração da silvinita no município de Autazes, que tem por finalidade transformar o Amazonas no maior produtor nacional do potássio agrícola.

Sinésio também transformou a questão mineral uma das matérias constantes na pauta do Parlamento Amazônico (PA), do qual tornou-se presidente desde março de 2015, onde assumiu a missão de promover nacionalmente o debate regionalizado e divulgar o potencial mineral que a Amazônia oferece ao Brasil. O deputado Sinésio define a questão mineral como uma alternativa viável para a solução da crise econômica do Amazonas e do Brasil.

Vários oradores se pronunciaram, começando com o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marcos Oliveira que historiou o desenvolvimento da geologia desde os primórdios das pesquisas e definição de teorias a respeito da criação do planeta. Segundo ele, no Brasil a geologia nasceu a partir do movimento “O petróleo é nosso” com a criação da Petrobras e todos os cursos de geologia do país, expandindo as pesquisas em toda a orla brasileira e depois chegando à Amazônia, inclusive Urucu, em Coari.

Outro discurso de destaque foi do geólogo do CPRM Fred Cruz, que destacou a exploração mineral como a atividade capaz de sustentar o desenvolvimento na Amazônia e no Brasil diante da crise. De acordo com ele, se as reservas de tântalo e nióbio fossem exploradas no Amazonas não estaríamos hoje na crise atual. Ele citou como exemplo que o Amazonas é um dos maiores locais em reservas de ouro no mundo e que diamante de 100 quilates custa 30 milhões de dólares, mas é vendido a preço irrisório porque a sua exploração é proibida.

Falando como representante do governador José Melo (PROS), o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) Rene Levy Aguiar destacou a importância da mineração para o desenvolvimento estadual, informando que os recursos oriundos do setor de petróleo e gás no Amazonas corresponde a 30% de todo o orçamento executado no âmbito da Fapeam, em torno de R$ 20 milhões, somados aos R$ 47 milhões vindos do Tesouro.

Mario Dantas