Gás de Coari como fonte de energia é tema de debate na CMM

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gas-coari-em-debate-cmm-blogdafloresta-1Da Redação – Nesta terça-feira (20), na tribuna popular da Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi debatido o gás de Coari como fonte de energia. A iniciativa foi do vereador Mario Frota (PSDB), participaram o diretor-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Lino Chíxaro, técnicos e vereadores, foram demandados os benefícios para a população de forma direta como a redução da tarifa do serviço de energia assim como utilização no transporte público entre outros.

Uma realidade no Amazonas

“Manaus é abastecida na energia com gás, contribuímos na ZFM e na conversão de gás nos veículos (2 mil ) especialmente táxis, gerando uma economia, além da diminuição de impacto no meio ambiente e urbano e há uma expectativa de mais benefícios para a população, mas isto será possível com o gás nas residências. Agora iremos trabalhar na infraestrutura que é cara, na parte urbana”, ressaltou o presidente da Cigás, Lino Chíxaro.

Ele explicou ainda que a Cigás recebe o gás da Petrobras e que a Amazonas Energia fornece para uso nas casas. “Utilizamos mais de três milhões de metros cúbicos por dia de gás e a Cigás apenas tem 3%. O nosso orçamento é de 200 milhões reais e não há como baixar o preço do gás. Estamos numa politica de expansão. O gás natural é diferente do gás de cozinha e 70% da energia em Manaus provem do gás. Estamos trabalhando com um cronograma cauteloso e procuramos uma sustentabilidade econômica”, salientou.

gas-coari-em-debate-cmm-blogdafloresta-2Para o vereador Mario Frota, o debate na CMM sobre este tema é importante, pois a promessa de gás existe há mais de 7 anos para contar com um serviço mais barato de energia para Manaus, algo que não aconteceu. “A conta de luz aumentou e eu não sei o que aconteceu. Me pergunto por que o gás de Urucú que esta aqui no Amazonas é tão caro quanto o gás que vem da Bolívia, que percorre mais de dois mil quilômetros?”, questiona o parlamentar.  Frota lembrou ainda que o gasoduto Coari-Manaus, com cerca de 520 quilômetros, começou a ser construído em 2006 com a finalidade de mudar a matriz energética da capital amazonense para reduzir os custos com energia elétrica e implantar na cidade o Gás Natural Veicular (GNV). “As obras custaram cerca de R$ 5 bilhões aos cofres da União, mas até agora funciona de forma precária”, lamentou.

A vereadora Prof. Jaqueline  (DEM) afirma que o tema é complexo, pois 60% deste produto não é aproveitado. “Parece que não esta sendo valorizado. Não contamos com um preço acessível e o kit adaptado ainda não é uma realidade para todos, faltando uma politica em beneficio da população, especialmente nos preços”, frisou.

A preocupação do vereador Luís Mitoso (PSD) é se o gás podia ser estocado, bem como a segurança. O vereador Walfram Torres (PTC) elogiou a condução da Cigás falando das inúmeras aplicações e vantagens do gás e que seu uso deve ser incentivado, bem como discutir o que a Câmara pode fazer neste sentido.

Para o vereador Waldemir Jose (PT), o beneficio que traz ainda esta de forma subjetiva, o debate deve ser também relacionado com a questão do transporte público que em Manaus é péssimo”.  (Mercedes Guzmán – Fotos: Áida Fernandes)

Roberto Brasil