Games ajudam em aulas de educação especial

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jogos-inclusao-01Quem disse que o videogame serve apenas para o entretenimento? Na Escola Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo, por exemplo, ele é utilizado como ferramenta de auxílio pedagógico. Todos os dias, os quase 500 alunos da unidade de ensino participam de atividades motoras por meio do jogo Just Dance, do Xbox Kinect.

Os estudantes, que têm diversos tipos de deficiência (motora, visual, intelectual, auditiva e autismo), são levados para o laboratório de informática. Lá, o game é projetado em um telão e conectado a uma potente caixa de som. A luz é desligada, deixando o ambiente propício para a dança. Acompanhando os movimentos do personagem do jogo, os participantes são estimulados no desenvolvimento motor, no equilíbrio e concentração.

jogos-inclusao-02“O projeto dos jogos virtuais nasceu da ideia de nós utilizarmos o Telecentro de forma adaptada para os alunos com deficiência. Vimos que eles interagem e ficam estimulados com essa atividade, onde também trabalhamos toda a parte de socialização e integração”, explicou o diretor da escola, Helivan Dantas.

Victor Luís Souza, de 27 anos, é deficiente intelectual. Participando das aulas de dança nesta segunda-feira, 20, ele contou que o dia mais feliz da semana é quando vai para aula no laboratório de informática. “É legal demais vim para cá e eu danço muito bolero, dance, o que tiver… Fico suado, mas fico feliz”, disse.

jogos-inclusao-03Jogos no computador 

Além do Just Dance, as aulas no laboratório de informática também utilizam jogos virtuais que desenvolvem a concentração, raciocínio lógico, além do conhecimento das vogais e matemática. O principal jogo utilizado é o Tangram, que utiliza formas geométricas para montar figuras.

A coordenadora do Telecentro da escola, Lidiane Lins, ver nos jogo uma boa oportunidade de estimular os alunos. “Em sala, recortamos as formas geométricas e eles aprendem fazendo colagem. A segunda parte da atividade é aqui no Telecentro, utilizando o jogo. Eles gostam muito”, concluiu.

Roberto Brasil