Folha de São Paulo diz que Nejmi Aziz é investigada pelo Coaf e PF por receber mais de R$ 4 milhões da venda de imóveis

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A Folha de São Paulo disse que na sexta-feira tentou através da assessoria de imprensa falar com Nejmi Aziz que informou não ter conseguido localizá-la

A Folha de São Paulo disse que na sexta-feira tentou através da assessoria de imprensa falar com Nejmi Aziz que informou não ter conseguido localizá-la

O Ministério da Fazenda, conforme noticiou o jornal A Folha de São Paulo, na edição deste domingo, 16, caderno Poder, descobriu que Nejmi Aziz, mulher do ex-governador e atual senador, Omar Aziz, é dona da empresa da ENE Empreendimentos e Participações.

Através de sua empresa, Nejmi recebeu R$ 4,9 milhões da empresa Civilcorp Incorporações, que na época tinha como sócio, Albano Neto. De acordo com relatório do Coaf encaminhado à Polícia Federal, a empresa indicou como origem dos recursos a venda de imóveis. Porém, surgiram dúvidas sobre as operações, que seriam “incompatíveis com o ramo de atividade”.

Diz a publicação da Folha que a transação, conforme avaliação do Ministério, é atípica na medida que a empresa indicou como origem dos recursos a venda de imóveis, operações que seriam incompatíveis com o ramo de atividade.

A empresa de Nejmi e de seus dois filhos, segundo a Folha, não tem funcionários e que o endereço se confunde com o de uma escola.

O relatório que trata das transações de Nejimi e de sua empresa foi remetido pelo Coaf – órgão de inteligência do Ministério da Fazenda – à Polícia Federal. De acordo com o relatório, a ENE tinha como procurador um servidor público lotado até 2014 na Secretaria de Governo da Prefeitura de Manaus, onde, segundo a Folha, recebei R$ 13 mil de salários.

De acordo com o Coaf, o servidor, que mora em um conjunto de apartamentos para pessoas carentes, financiado pelo governo estadual, movimento 5,9 milhões entre saques e depósitos somente em 2013.

OUTRO LADO

A assessoria do senador Omar Aziz afirmou que não conseguiu localizar o parlamentar e sua mulher até o início da última sexta-feira (14).

O sócio que permanece no controle da Civilcorp, Adriano Pereira, afirma que o depósito de R$ 4,9 milhões efetuados na conta da ENE foi “uma transação imobiliária” pela qual a empresa adquiriu o terreno da ENE. “É uma transação lícita, tranquila”, diz.

O empresário Albano Máximo Neto não foi localizado pela Folha.// Fato Amazônico

 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/10/1823237-mulher-de-ex-governador-do-amazonas-e-investigada.shtml

 

Fonte/Folha de São Paulo

Mario Dantas