Fim do seguro-desemprego de 41 mil amazonenses preocupa, alerta Socorro Sampaio

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Ver. Socorro Sampaio

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Preocupada com o problema de desemprego no Amazonas, a vereadora Socorro Sampaio (PP) alertou em seu discurso desta segunda-feira (6), no Plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que mais de 41.841desempregados no Estado do Amazonas encerraram, neste mês de maio, o saque do benefício do seguro desemprego e ficarão sem renda no pior momento do mercado de trabalho.

Para a presidente da Comissão de Assuntos Sóciocomunitários (CMM/Comasc), depois de 42,7 mil trabalhadores perderem o emprego no Amazonas em um ano, a situação tende a ficar pior para quem já recebeu a última parcela do seguro-desemprego. Para Socorro, “esse trabalhador, infelizmente, não vê uma expectativa de melhora em curto prazo e sem o benefício, com muitas dívidas e incertezas os gastos com a família deverão reduzir bastante, além do problema de correr atrás de um novo emprego”.

O seguro-desemprego é um benefício integrante da seguridade social, garantido pelo Art.7º dos direitos sociais da Constituição Federal e tem por finalidade prover assistência financeira temporária ao trabalhador dispensado sem justa causa. Conforme dados da Superintendência do Trabalho e Previdência Social, os saques do seguro-desemprego no Estado foram R$ 28 milhões superiores, de janeiro a abril de 2016 em relação à igual período do ano passado. Ainda de acordo com dados da Superintendência, 8.670 trabalhadores do Amazonas irão receber a última parcela do seguro-desemprego, em junho.

“É preciso abrir novas oportunidades de cursos profissionalizantes e ideias criativas para que estes trabalhadores voltem ao mercado de trabalho, embora a crise tenha fechado as portas de algumas fábricas e consequentemente postos de trabalho, muitas vagas de emprego estão em aberto, porém é preciso uma qualificação melhor para que esses postos de trabalho sejam ocupados”, disse.

De acordo com os últimos dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), apenas no mês de abril, foram eliminadas 2.045 vagas formais no Amazonas, a segunda maior queda de postos com carteira assinada para o mês desde 2003, abaixo apenas de abril de 2015, quando foram perdidas 3.899 vagas.

Roberto Brasil