Feira de Ciências reúne 50 trabalhos de 25 escolas da zona rural

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feira-ciencia-rural1A Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos, no Km 23 da BR-174 (rodovia que liga Manaus a Boa Vista), foi palco, na manhã desta quarta-feira (17), da II Feira de Ciências, Tecnologia e Educação Ambiental das escolas municipais situadas na zona rural de Manaus. Ao todo, 25 instituições de ensino apresentaram trabalhos sobre temas diversos.

O evento é uma seletiva para a etapa municipal da Feira de Ciência da Secretaria Municipal de Educação (Semed), programada para outubro. Uma comissão de 50 membros avaliou as apresentações que foram divididas nas modalidades: educação infantil, 1º ao 5º ano, 6º a 9º série, Programa de Aceleração da Aprendizagem (PAA), educação indígena e educação de jovens e adultos (EJA).

feira-ciencia-rural2Segundo a chefe da Divisão Distrital da Zona Rural, Edilene Pinheiro, mais de 150 alunos estiveram envolvidos na pesquisa e elaboração dos trabalhos, o que, para ela, torna o aprendizado mais prazeroso.

“Os trabalhos estão muito bons. Esse momento é maravilhoso, uma vez, que esses alunos apresentam aquilo que estudaram para um público maior, sem falar na interação entre as comunidades. Prestigiei quase todas as apresentações e estou confiante de que podemos fazer bonito na fase municipal”, disse.

feira-ciencia-rural3Com o tema “geração de emprego e renda”, os alunos do 7º ano da Escola Municipal Professora Maria Isabel Melgueiro, no Ramal da Cooperativa, no Km 12 da BR-174, desenvolveram o sabão ecológico. Segundo Gustavo Valentim, 12, o produto pode substituir o detergente de lavar louça, além de ser uma oportunidade de ganhar dinheiro.

“Na minha casa minha mãe só usa esse sabão. É simples de fazer. Basta pegar um balde com água, adicionar soda cáustica até ele diluir. Depois, coloca óleo e, por fim, o suco de limão para dar o aroma. Se quiser, pode-se colocar corante para dar uma cor. Por fim, é só colocar em uma bandeja de plástico e deixar secar por três dias”, explicou.

feira-ciencia-rural4Contaminação dos alimentos

Concorrendo na categoria do PAA, três alunos da Escola Municipal Carlos Santos, situada no Km 25 da rodovia AM-010 (estrada que liga Manaus a Itacoatiara), falaram sobre a contaminação dos alimentos e como armazená-los corretamente.

Para a apresentação, foi montada uma barraca de feira com várias frutas em exposição, como: laranja, melancia e banana. Ao lado, um quadro com insetos feitos de origami compuseram o cenário.

feira-ciencia-rural5“A contaminação acontece por meio desses bichos. Os alimentos ficam mal armazenados e esses insetos vão lá e depositam larvas que causam doenças nas pessoas. Para que isso não aconteça, é só guardar os alimentos em potes de vidro ou plástico. Depois que estudei sobre isso, fico fiscalizando minha mãe em casa. Cobro que ela lave as mãos e os alimentos antes de fazer a comida. Não deixo acumular lixo também. Isso que as pessoas devem fazer”, afirmou o aluno Irlanilson da Costa.

Dança do aprendizado

Ao som de canções infantis, as crianças do 2º período da Escola Municipal Lago e Silva apresentaram o projeto “Música e movimento através dos jogos”. Um boneco foi desenhado no chão e enquanto a música: “cabeça, ombro, joelho e pé” tocava, os alunos apontavam para a parte do corpo na qual a música se referia.

feira-ciencia-rural6 simples brincadeira, segundo a professora Alice Conceição Barbosa, que idealizou o projeto, serve para ensinar o letramento além de ajudar no desenvolvimento motor das crianças.

“É importante na socialização e interação das crianças, porque através da música, eles trabalham o letramento de forma lúdica. Conforme a música, eles aprendem as partes do corpo humano. É um projeto interdisciplinar”, observou.

feira-ciencia-rural7Pedagoga da Divisão de Educação Infantil (DEI), Lidce Nascimento foi uma das avaliadoras dos trabalhos e ficou impressionada com a qualidade das apresentações.

“Os trabalhos, em sua grande maioria, têm grande relevância social. O aspecto visual também está ótimo. Vi um trabalho que explicou sobre os alimentos e confesso que aprendi coisas novas”, disse.

Roberto Brasil