Fécula de mandioca é alternativa de produção agrícola no Amazonas

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Mais de 90 mil agricultores familiares trabalham com o cultivo da mandioca

Mais de 90 mil agricultores familiares trabalham com o cultivo da mandioca

Com objetivo de incentivar a produção de fécula de mandioca no município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus), o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror) e do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) está buscando alternativas para comercialização do produto no Amazonas e mecanizando áreas para expandir a produção de mandioca.

A ideia é investir no potencial da comunidade Cajuçara, onde a Cooperativa de Produção Agrícola Mista do Jatuá já trabalha com a produção de fécula. Para isso, estiveram reunidos na manhã da última quinta-feira (9), o secretário da Sepror, Sidney Leite, o diretor-presidente do Idam, Edimar Vizolli, o presidente da cooperativa Emília Valente e técnicos da área para verificar mecanismos de comercialização do produto e quais as dificuldades enfrentadas pela cooperativa durante o processo de produção do alimento.

Para o titular da Sepror, Sidney Leite, o Governo do Amazonas está empenhado não apenas em alavancar a produção agrícola do Estado. “É importante pensar também no meio ambiente e no destino dos resíduos não utilizados no beneficiamento”, frisou.

agricultura-fecula-02“Em todos os municípios do Amazonas os mais de 90 mil agricultores familiares assistidos pelo Idam trabalham com o cultivo da mandioca, e para melhorar a produtividade temos que ampliar as tecnologias, humanizar e facilitar as práticas de campo, como é o caso da mecanização agrícola que viabiliza áreas mais produtivas e incentiva a produção de alimentos sustentáveis, evitando o desmatamento”, disse Vizolli, ao ressaltar, que também é importante estimular a diversificação do produto.

De acordo com a presidente da Associação Emília Valente, os produtores ainda encontram algumas dificuldades na hora de beneficiar e escoar o produto. Segundo ela, é necessário investir na abertura e conservação dos ramais e encontrar alternativas para o aproveitamento do resíduo líquido e cascas. “Graças ao apoio dos técnicos do Idam estamos conseguindo produzir a fécula. Também fomos beneficiados com capacitação de produtores e orientações sobre comercialização”, disse.

Projeto de Mecanização – No município de Autazes a área mecanizada compreende 30 hectares. Inicialmente os municípios envolvidos no projeto e que recebem as atividades de mecanização (destoca, gradagem e aração) são Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Manacapuru, Tefé, Uarini, Nova Olinda do Norte, Apuí, Manaquiri e Autazes. Ao todo, será mecanizada uma área total de 512 hectares.

Roberto Brasil