Falta de professores e merenda escolar são revelados durante Audiência Pública na comunidade Bom Sucesso

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audiencia-publica-comunidade-bom-sucessoPor solicitação do vereador Waldemir José (PT), a Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus (Comed/CMM), realizou na semana passada, na comunidade Bom Sucesso, área rural de Manaus, Audiência Pública para debater a situação de precariedade das escolas municipais das comunidades ribeirinhas do Rio Amazonas. Participaram representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed),  gestores das escolas e representantes das comunidades, os temas foram: falta de merenda escolar e de professores.
O vereador Waldemir José informou sobre os problemas encontrados na fiscalização realizada no período de dezembro de 2014 a junho de 2015, nas comunidades Jatuarana, São Francisco do Mainã, São Francisco do Tabocal, São Raimundo do Tabocal, Santo Luzia do Lago do Tiririca, São Francisco do Caramuri, Paraná da Eva e Bom Sucesso.

De acordo com o parlamentar, os problemas estruturais dessas escolas são inúmeros, que vão desde a falta de lâmpadas a prédio em obras que estão paradas há mais de 3 anos. A falta de água potável, de merenda escolar, de fardamento e, até mesmo, professores foram outros
problemas gravíssimos apontados por Waldemir durante a exposição. Além disso, ele denunciou o trabalho escravo que está sendo praticado na maioria das escolas do munícipio, tanto na área rural quanto urbana.

“Constatei que as merendeiras estão com os salários atrasados há quase 3 meses e, até hoje, não receberam o 13º salário de 2014. Além disso, estão sendo brigadas a assinar férias sem receber o salário. Isso é um absurdo. Essa é forma que a Prefeitura trata seus trabalhadores
terceirizados. Já lei ao Ministério Público do Trabalho que não aceitou minha denúncia, mas vou insistir para que acabe com a exploração a esses trabalhadores”, denunciou Waldemir.

Os comunitários presentes confirmaram as denuncias, o líder da comunidade Mainã, Francisco Silva, reafirmou a ausência da Semed nas escolas ribeirinhas, uma vez que a educação nessa região pede socorro.
“É uma situação difícil que nossa comunidade enfrenta. Pela primeira vez estou vendo a atitude de um vereador olhar pela gente. Por favor, façam alguma coisa por nossas crianças, pois sem educação não há futuro”, disse.

O representante da Associação dos Comunitários do Jatuarana, Narciso Nunes, disse que a aula na escola da comunidade não dura 4 horas e que o teto do telecentro, que ainda nem foi inaugurado, está dessabendo.

Já, Jaime Tavares, morador da comunidade, diz que na escola Nossa Senhora do Carmo os pais de alunos mesmo é que estão fazendo as melhorias na escola. “Em 2012 o prefeito prometeu escola em terra firme, mas até agora nada”, frisou.

Para a chefe Distrital da Zona Rural da Semed, Edilene Pinheiro, os fardamentos e a merenda escolar estão chegando normalmente às escolas ribeirinhas e que na escola São João, da comunidade Santa Luzia do Tiririca, está faltando porque não está sob a jurisdição da Semed”,
situação que não foi confirmada pelos comunitários presentes.

Durante a audiência, Waldemir entregou aos representantes da Comed e aos representantes da Semed cópia do relatório completo das fiscalizações e afirmou que continuará com este trabalho para verificar as possíveis mudanças.

Roberto Brasil