EXCLUSIVO: Caixa Preta do Garantido virou ‘caixinha’ com Adelson e Fábio

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ADELSON-E-FABIO1Da Redação – A “verdadeira” auditoria propagada em campanha pela nova direção do Garantido comandada por Adelson Albuquerque e Fábio Cardoso, acabou frustrando mais de 70% dos associados que votaram nos candidatos de oposição a fim de modificar a forma de gestão do Vermelho e Branco.
Ao contrário do anunciado em campanha, Adelson e Fábio, contrataram uma empresa de auditoria que apenas vai realizar levantamento das dívidas dos últimos três anos da gestão da diretoria de Telo Pinto e Marco Aurélio de Medeiros. Pelo decreto nº 001/2014 a auditoria terá o prazo de 30 dias prorrogáveis por mais 30 e vai abranger os últimos três anos com as frentes de trabalho: Capitação e utilização de recursos; extratos bancários; levantamento patrimonial; passivos tributários e passivos trabalhistas.

Na nova gestão de Aldeson e Fábio, além do próprio vice, o diretor financeiro, o diretor secretário, a segunda diretora social e diretor de eventos, faziam parte dos primeiros dois anos (2009/2011) da gestão de Telo Pinto.

Está fora da auditagem a gestão dos ex-presidentes Antonio Andrade Barbosa, do José Walmir Martins de Lima e as duas gestões de Vicente Nunes de Matos, que em decorrência de dívidas levou patrimônios da agremiação a penhora e outros até leiloados.

Na assembleia de domingo (21/09) apesar de anunciarem não haver caças as “bruxas” da gestão passada, o novo diretor financeiro Ray Garcia, após palavras de Adelson Albuquerque e Fábio Cardoso, disse de forma preliminar que o Garantido deve cerca de 29 milhões de reais. “Receber um receita de mais de nove milhões ao ano e não conseguir pagar uma folha mensal de menos de 150 mil reais é algo absurdo. Devemos hoje a Receita Federal cerca de 20 milhões, também tem o processo da ex-cunhã poranga Jaqueline que é superior a 2 milhões. Calculamos hoje cerca de 29 milhões”, comentou Ray.

No entanto, a nova diretoria, não mencionou em nenhum momento na assembleia, o que os associados queriam saber: se os 20 milhões da Receita e os mais de 2 milhões  da ex-cunhã-poranga eram contas dos últimos três anos da gestão de Telo e Marco Aurélio e os nomes dos gestores que causaram tal endividamento.

O ex-presidente Telo Pinto em contato com a reportagem disse que não vai comentar sobre o tema, apenas lembrou que em cinco anos de gestão, na qual vários diretores, que formam a agora diretoria Adelson e Fábio, conseguiu pagar mais de 4 milhões e meio de reais, em dívidas no Vermelho e Branco de administrações anteriores a 2009.

VAI SER TUDO EXPOSTO

Ao comentar o tema com o BLOGdaFLORESTA, o presidente Adelson Albuquerque reafirmou nesta terça-feira (23) a intenção de expor todas as dívidas do Garantido deixada pelos últimos gestores. Ele justificou não ter nada direcionado a gestão de Telo Pinto e Marco Aurélio, apenas a medida de três anos é para limitar o acesso e facilitar a auditagem. “ Tem o caso da Casas das Tintas do Antonio Andadre, questões de INSS e dividas trabalhistas de Zé Walmir ou Vicente de Matos. O Telo ainda não finalizou a prestação de contas da SEAS (Secretaria de Assistência Social) e a nossa gestão será cobrada. Os três anos não quer dizer que nada vai ter exposto. Também ninguém tem arquivo no Garantido e vamos expor sim desde que apareça débitos em cima deles. Tudo vai ser exposto ”, diz Albuquerque.

DIRETORIA MODIFICADA PELA PRESSÃO DA TORCIDA

No domingo ao apresentar o nome das pessoas que formam a diretoria, Adelson e Fábio, excluíram o nome do associado Rozinaldo Carneiro, que até sexta-feira seria o diretor administrativo. Na função, Rozinaldo, na ausência do presidente e vice, assumiria o Bumbá.

A exclusão dele foi à consequência da pressão de torcedores e associados de Parintins e Manaus nas redes sociais. Carneiro passou os últimos quatro anos no Caprichoso e em 2013, ano do Centenário do Garantido, compôs juntamente com o músico Alder Oliveira, a toada “Aplica Petché” que desdenhou o fundador do Garantido, Lindolfo Monteverde, da galera, das tribos e até da Baixa de São José.  “Isso foi perseguição, pois várias pessoas já foram ao Caprichoso e não sofreram isso. Estou aqui para colaborar com a nova diretoria. Fiz um levantamento com dados e fotos que constatam o saqueamento do Garantido nesses últimos anos”, comentou Carneiro a reportagem.

A assessora de Imprensa do Garantido Dora Tupinambá, indagada sobre a “auditoria paralela” de Rozinaldo Carneiro, informou que “não tem nenhum valor e a autoria começou a partir do decreto de 21 de setembro”. (Texto: Hudson Lima – Foto: Arquivo)

Roberto Brasil