Ex-deputado é investigado por devio de recursos destinados a projetos esportivos no AM

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Promotores Mauro Veras e Cristiane Corrêa acompanham o caso (Foto: Daniel Landazuri)

O Mistério Público do Amazonas (MP-AM), realizou, em conjunto com a Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (10), a operação ‘Déjà vu’, que investiga um ex-deputado, que não pode ter o nome divulgado, devido o caso estar em segredo de justiça. O suspeito é acusado de desviar cerca de R$ 1,3 milhão de uma emenda parlamentar de 2009, que seria destinada a projetos esportivos para crianças e adolescente da Zona Leste.

O Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público contou com o apoio de cinco equipes da Polícia Civil, que ajudaram no cumprimento de quatro mandatos de buscas e apreensões, em clinicas de saúde e em uma associação, localizada em bairros na Zona Leste.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Mauro Veras, não houve prisão, porém foram apreendidos documentos que serão analisados para fundamentar as provas da denúncia criminal, que está sendo elaborada contra os responsáveis.

“Não houve intercorrência. As equipes trabalharam sem nenhum transtorno, inclusive com a colaboração dos responsáveis. Por questões de sigilo e preservação, ainda temos algumas pessoas para serem ouvidas durante a semana, por isso não vamos citar nomes. Os fatos já estão todos comprovados civilmente e com as sentenças articuladas pelo juiz responsável. Também estamos concluindo o aspecto penal e, muito em breve, o ministério publico deve solicitar a suspensão do sigilo e serão repassadas mais detalhes sem interferências”, disse Veras.

Laboratório de lavagem de dinheiro

A promotora do Gaeco, Cristiane Corrêa, ressaltou que a operação ‘Déjà vu’, inaugura uma nova fase de investigações para o MP-AM, com a utilização do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro. O órgão conta com as mesmas ferramentas usadas na operação ‘Lava Jato’, que investiga a corrupção e o desvio de dinheiro público do país.

“Com a tecnologia que o laboratório traz, não recebemos mais pilhas e pilhas de documentos para a análise. Atualmente, com o uso das ferramentas, recebemos tudo pelo sistema e, através das informações, são aplicados  filtros, onde podemos acompanhar todo a transição feita com o dinheiro público, desde o repasse, até qualquer aplicação feita indevidamente com a verba”, explica.

O laboratório foi adquirido por meio de um convênio com o Ministério da Justiça, que disponibilizou os softwares que permitem as análises de movimentações financeiras e treinamento de pessoal, que deve atender as futuras investigações do MP-AM, tanto na capital como no interior.

Em Tempo

Roberto Brasil